09/Jul/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram em baixa nesta quarta-feira (08/07), em movimento de realização de lucros após a forte valorização acumulada nas sessões anteriores. A confirmação de nova venda da oleaginosa para a China e a alta expressiva do petróleo, que impulsionou as cotações do óleo de soja, limitaram a pressão negativa, mas não evitaram o ajuste dos preços. O contrato novembro, referência para a nova safra norte-americana, recuou 5,50 cents, equivalente a 0,46%, e fechou a US$ 11,92 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou venda avulsa diária de 472 mil toneladas de soja norte-americana para a China. Desse volume, 136 mil toneladas têm entrega prevista para o ano comercial 2025/26 e 336 mil toneladas para a temporada 2026/27.
O mercado continua acompanhando a evolução da demanda chinesa após sinais de retomada das compras. A estatal chinesa Cofco teria adquirido cerca de 300 mil toneladas de soja dos Estados Unidos, com possibilidade de o volume total alcançar 600 mil toneladas. A principal dúvida dos agentes é se essas compras representam apenas uma movimentação pontual ou o início de um fluxo mais regular de negócios entre os dois países. A retomada das compras chinesas também contribuiu para a redução de posições vendidas mantidas por fundos de investimento. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC), divulgados com atraso em razão do feriado de 3 de julho, já indicavam diminuição das posições vendidas em soja antes da recente recuperação dos preços.
No cenário climático, a atenção permanece voltada ao calor intenso no Meio Oeste dos Estados Unidos durante a fase de floração da soja, que já alcança 34% das lavouras. O USDA reduziu a classificação das áreas em condição boa ou excelente para 64%, ante 65% na semana anterior. No Brasil, o Itaú BBA manteve a projeção para a safra de soja 2026/27 em 182,40 milhões de toneladas. O mercado também foi influenciado pela forte valorização do petróleo, com o WTI avançando mais de 6% e encerrando a US$ 74,16 por barril, em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento favoreceu o óleo de soja, que ganhou competitividade como matéria-prima para biodiesel. O farelo de soja para dezembro caiu US$ 5,30, ou 1,67%, para US$ 311,20 por tonelada. O óleo de soja no mesmo vencimento subiu 225 pontos, equivalente a 3,34%, para 69,52 centavos de dólar por libra-peso.