09/Jul/2026
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) informou que o Brasil exportou 13,84 milhões de toneladas de soja em junho, leve alta de 0,4% em comparação com os 13,79 milhões de toneladas embarcadas em igual mês de 2025. O volume ficou 10,6% abaixo dos 15,48 milhões de toneladas registradas em maio e veio menor do que o esperado, em razão da alta incidência de chuvas ao longo do mês. Para julho, o line-up nos portos indica embarques de 12,26 milhões de toneladas, alta de 2,7% ante julho do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, as exportações brasileiras de soja somaram 72,58 milhões de toneladas, crescimento de 6,7% ante 68,05 milhões de toneladas em igual período de 2025.
Com demanda firme e ampla disponibilidade da oleaginosa, os embarques de soja do País podem alcançar até 114 milhões de toneladas em 2026. A colheita da safra 2025/26 foi finalizada no mês passado, com produção estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 180,3 milhões de toneladas. As exportações de farelo de soja somaram 2,32 milhões de toneladas em junho, alta de 39,2% ante 1,67 milhão de toneladas em igual mês de 2025. No primeiro semestre, o Brasil embarcou 12,74 milhões de toneladas do produto, crescimento de 13% ante 11,27 milhões de toneladas em igual período do ano passado. Para julho, o line-up indica 2,35 milhões de toneladas. Na semana de 5 a 11 de julho, a programação prevê embarques de 3,65 milhões de toneladas de soja.
Para o farelo de soja, estão programadas 719,9 mil toneladas. Na semana anterior, de 28 de junho a 4 de julho, os embarques somaram 2,72 milhões de toneladas de soja e 573,4 mil toneladas de farelo. A China manteve-se como principal destino da soja brasileira no acumulado de janeiro a junho, com 71% dos embarques, seguida por Espanha e Turquia, com 4% cada, e Tailândia, com 3%. No farelo de soja, os principais destinos foram Indonésia (18%), Tailândia (12%), Holanda (9%) e Irã (9%). Os volumes podem sofrer alterações em virtude de condições específicas de cada porto, bem como fatores climáticos e logísticos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.