07/Jul/2026
No mercado interno de soja, os preços registraram forte alta entre R$ 2,00 e R$ 4,00 por saca de 60 Kg nesta segunda-feira (06/07). O dólar encerrou a terceira sessão consecutiva de queda no mercado doméstico nesta segunda-feira (06/07) e fechou cotado a R$ 5,13, recuo de 0,71%. O movimento foi sustentado por ajustes nos prêmios de risco, alívio no mercado de renda fixa e valorização das commodities agrícolas, especialmente da soja. Além da recuperação dos preços da soja e do minério de ferro, o desempenho recorde das exportações brasileiras de carne contribuiu para reforçar a entrada de divisas no País. Os investidores aguardam agora a divulgação da ata da reunião de política monetária de junho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), prevista para esta quarta-feira (08/07). O documento poderá oferecer novas indicações sobre a trajetória dos juros norte-americanos, após o Banco Central dos Estados Unidos sinalizar a possibilidade de novos aumentos para conter a inflação.
Os contratos futuros de soja encerraram a sessão desta segunda-feira (06/07) em forte alta na Bolsa de Chicago, impulsionados por rumores de novas compras da China e por preocupações com o clima no Meio Oeste dos Estados Unidos. O contrato com vencimento em novembro, referência para a nova safra norte-americana, avançou 44,50 cents, ou 3,88%, e fechou a US$ 11,92 por bushel. O mercado reagiu às especulações de que importadores chineses estariam preparando aquisições expressivas da nova safra dos Estados Unidos. Os dados de exportação ganharam maior relevância diante da percepção de que uma safra cheia nos Estados Unidos já está amplamente incorporada às cotações, deslocando o foco do mercado para a evolução da demanda e das condições climáticas. Previsões indicam chuvas entre normais e abaixo da média, além de temperaturas acima do padrão histórico em áreas do Meio Oeste. Na América do Sul, o Itaú BBA estimou a produção brasileira de soja na safra 2026/27 em 182,4 milhões de toneladas. O volume é inferior à projeção de 186 milhões de toneladas divulgada pelo USDA, mas ainda representa uma safra recorde para o País.
Em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, há registro de negócios a R$ 126 por saca de 60 Kg no disponível. Negócios com pagamentos mais alongados alcançam R$ 130,00 por saca de 60 Kg, para liquidação em 30 de outubro e 30 de novembro. Para a safra 2026/27, há registro de negócios a R$ 122,00 por saca de 60 Kg, para pagamento em 15 de abril. No Paraná, na região de Ponta Grossa, há registro de negócios a R$ 130,00 por saca de 60 Kg FOB, para pagamento em 30 de julho e a R$ 132,00 por saca de 60 Kg FOB, para pagamento em 30 de agosto. A maior parte das indicações estão em torno de R$ 131,00 e R$ 132,00 por saca de 60 Kg CIF fábrica, para entrega em agosto. Para o Porto de Paranaguá, os compradores indicam entre R$ 136,00 e R$ 137,00 por saca de 60 Kg CIF, para pagamento em 30 de agosto. Para safra 2026/27, as indicações são de R$ 132,00 por saca de 60 Kg, para pagamento em 30 de abril, e R$ 133,00 por saca de 60 Kg, para pagamento em 30 de maio.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.