07/Jul/2026
Os contratos futuros de soja encerraram a sessão desta segunda-feira (06/07) em forte alta na Bolsa de Chicago, impulsionados por rumores de novas compras da China e por preocupações com o clima no Meio Oeste dos Estados Unidos. O contrato com vencimento em novembro, referência para a nova safra norte-americana, avançou 44,50 cents, ou 3,88%, e fechou a US$ 11,92 por bushel. O mercado reagiu às especulações de que importadores chineses estariam preparando aquisições expressivas da nova safra dos Estados Unidos.
O movimento foi reforçado pelo relatório semanal de inspeções de embarques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou exportações de 528.350 toneladas de soja entre 26 de junho e 2 de julho, acima das 443.820 toneladas da semana anterior. Desse total, 268.115 toneladas tiveram como destino a China. Os dados de exportação ganharam maior relevância diante da percepção de que uma safra cheia nos Estados Unidos já está amplamente incorporada às cotações, deslocando o foco do mercado para a evolução da demanda e das condições climáticas. No cenário meteorológico, previsões para os próximos 8 a 14 dias indicam chuvas entre normais e abaixo da média, além de temperaturas acima do padrão histórico em áreas do Meio Oeste norte-americano.
O quadro aumenta as preocupações quanto ao desenvolvimento das lavouras durante o período de floração, fase considerada decisiva para a definição do potencial produtivo da cultura. Na América do Sul, o Itaú BBA estimou a produção brasileira de soja na safra 2026/27 em 182,4 milhões de toneladas. O volume é inferior à projeção de 186 milhões de toneladas divulgada pelo USDA, mas ainda representa uma safra recorde para o País. No mercado de derivados, o farelo de soja para dezembro subiu US$ 9,10, ou 2,99%, para US$ 313,50 por tonelada. O óleo de soja com o mesmo vencimento avançou 120 pontos, ou 1,83%, encerrando a 66,63 centavos de dólar por libra-peso.