03/Jul/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta quinta-feira (02/07) em leve baixa, após movimentos de ajuste técnico e realização de lucros depois das altas recentes. O vencimento novembro recuou 1,50 cent (0,13%), e fechou a US$ 11,47 por bushel. Durante o pregão, expectativas de novas compras chinesas chegaram a sustentar parcialmente os preços, mas a ausência de confirmações de negócios limitou o impacto positivo. Agentes do mercado seguem monitorando a demanda da China, enquanto vendas semanais fracas dos Estados Unidos e projeções de clima favorável no Meio Oeste adicionaram pressão baixista.
Segundo informações de mercado, importadores chineses continuam consultando ofertas de soja dos Estados Unidos, mas ainda sem fechamento de volumes relevantes. Analistas indicam que o mercado já trabalha com a possibilidade de compras chinesas em torno de 15 milhões de toneladas, enquanto volumes maiores poderiam alterar a percepção de equilíbrio entre oferta e demanda. Do lado da oferta, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou alta de 5% na área plantada com soja em 2026/2027 ante o ciclo anterior, reforçando a expectativa de maior disponibilidade do grão.
Além disso, previsões de chuvas no Meio Oeste até o fim de semana contribuem para o bom desenvolvimento das lavouras e reduzem o prêmio climático no curto prazo. No Brasil, a Consultoria Agro do Itaú BBA projeta produção de 182,4 milhões de toneladas na safra 2026/27, abaixo da estimativa do USDA de 186 milhões de toneladas, mas ainda em nível recorde. O número teve impacto limitado sobre o mercado internacional. No complexo soja, o farelo para dezembro recuou US$ 0,30 (0,10%), a US$ 304,40 por tonelada. O óleo para dezembro avançou 1 ponto (0,02%), a 65,43 centavos de dólar por libra-peso.