02/Jul/2026
Os contratos futuros de soja encerraram a sessão desta quarta-feira (1º/07) em leve alta na Bolsa de Chicago, sustentados por rumores de interesse da China na reserva de embarques de soja norte-americana para os meses de outubro e novembro. O contrato com vencimento em novembro avançou 5,00 cents, ou 0,44%, e fechou a US$ 11,49 por bushel. O movimento foi impulsionado por informações de que importadores chineses voltaram a consultar fornecedores dos Estados Unidos para compras de soja e milho. Embora não haja confirmação de negócios efetivamente fechados, o retorno da China ao mercado norte-americano elevou a atenção dos participantes e ofereceu suporte às cotações.
Segundo a AgResource, o simples interesse demonstrado pela China foi suficiente para alterar o sentimento do mercado, mesmo sem registros de vendas concretizadas. A consultoria observa que a demanda chinesa continuará sendo um dos principais fatores para a formação dos preços nos próximos meses. Apesar da valorização, os ganhos permaneceram limitados pelo cenário confortável de oferta nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou área plantada de soja de 34,55 milhões de hectares, volume 5% superior ao da safra anterior.
Além disso, a previsão de chuvas para o Meio Oeste norte-americano até o fim de semana reforça as expectativas de bom desenvolvimento das lavouras e alimenta a possibilidade de revisão para cima da produção no próximo relatório mensal de oferta e demanda do USDA, previsto para 10 de julho. No mercado de derivados, o farelo de soja para dezembro avançou US$ 1,80, ou 0,59%, encerrando a US$ 304,70 por tonelada. O óleo de soja, no mesmo vencimento, subiu 9 pontos, ou 0,14%, para 65,42 centavos de dólar por libra-peso, revertendo as perdas registradas no início da sessão, quando acompanhava a fraqueza das cotações do petróleo. Segundo análise da StoneX, o mercado ainda necessita de novos fundamentos para sustentar uma recuperação mais consistente dos preços da oleaginosa, mantendo as atenções voltadas à evolução da demanda chinesa e às condições climáticas nos Estados Unidos.