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29/Jun/2026

Biodiesel: revisada projeção da demanda em 2026

A StoneX revisou para baixo sua estimativa para a demanda de biodiesel no Brasil em 2026, em função da menor expansão esperada do consumo de diesel B. Apesar do ajuste, a projeção de recorde histórico está mantida, com demanda estimada em 10,36 bilhões de litros, volume 6,8% superior ao registrado em 2025, sustentado pela manutenção da mistura obrigatória B15. A nova estimativa representa desaceleração em relação à projeção anterior, que indicava crescimento de 7,3%. O ajuste reflete também a revisão da expectativa de expansão da demanda por diesel B, que passou de 1,9% para 1,6% em 2026. Ainda assim, o mercado seguirá em trajetória de expansão e deve registrar o maior volume da série histórica. Nos cinco primeiros meses de 2026, as vendas de biodiesel somaram 4,1 bilhões de litros, alta de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, influenciadas pelo aumento do teor de mistura obrigatória no período.

O mês de março apresentou o maior volume recente, com consumo superior a 926 milhões de litros, o segundo maior da série histórica. O resultado foi influenciado por antecipação de compras diante de incertezas relacionadas a preços e oferta de combustíveis no início do conflito entre Israel e Irã. Em abril, no entanto, o mercado já indicou acomodação desse movimento. Para os próximos meses, a consultoria projeta manutenção do crescimento em termos absolutos, acompanhando a sazonalidade da demanda por diesel B no terceiro trimestre. No entanto, o ritmo de expansão deve perder força a partir de agosto, quando a base de comparação passa a incorporar o efeito da mistura B15 também no período anterior.

A projeção para participação do óleo de soja na produção de biodiesel foi elevada, para média de 84,5% em 2026, sustentada pela ampla oferta doméstica e pela competitividade do insumo no mercado interno. Em contrapartida, a participação do sebo bovino recuou nos primeiros meses do ano, de 8,6% em janeiro para 4,8% em maio, influenciada pela retomada das exportações brasileiras para os Estados Unidos, o que reduziu a disponibilidade interna da matéria-prima. Apesar da perspectiva de novo recorde, o adiamento da elevação da mistura obrigatória para B16 limita o potencial de crescimento do setor em 2026. Embora testes com misturas superiores tenham sido iniciados, ainda não há validação técnica para implementação do novo percentual. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.