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26/Jun/2026

Futuros sobem com previsão de demanda chinesa

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão em alta nesta quinta-feira (25/06), sustentados pela expectativa de retomada das compras chinesas de soja dos Estados Unidos e pelo desempenho das exportações norte-americanas. O contrato com vencimento em novembro avançou 22,00 cents, ou 1,94%, e fechou a US$ 11,57 por bushel. O mercado reagiu à informação de que compradores chineses voltaram a solicitar ofertas de soja norte-americana para embarques entre setembro e outubro, tanto pelos terminais do Golfo dos Estados Unidos quanto pelo Noroeste do Pacífico.

Embora as consultas ainda não tenham sido convertidas em negócios efetivos, o movimento reforça a perspectiva de retorno da demanda chinesa ao mercado norte-americano no segundo semestre. As cotações também encontraram suporte nos dados semanais de exportação divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana encerrada em 18 de junho, foram comercializadas 455,4 mil toneladas de soja da safra 2025/26, volume 7% superior ao da semana anterior e 50% acima da média das quatro semanas precedentes.

Para a safra 2026/27, as vendas somaram 902,2 mil toneladas. No total, os negócios alcançaram 1,36 milhão de toneladas, resultado próximo ao limite superior das estimativas do mercado, de 1,4 milhão de toneladas. Por outro lado, a ampla disponibilidade de soja brasileira no mercado internacional continuou limitando ganhos mais expressivos. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima embarques de 15,21 milhões de toneladas em junho, crescimento de 10,3% em relação às 13,79 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês do ano anterior.

Com esse desempenho, o Brasil deverá encerrar o primeiro semestre com exportações acumuladas de 73,95 milhões de toneladas, acima das 68,05 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025. Outro fator que restringiu a valorização dos contratos foi o bom estado das lavouras norte-americanas. O USDA informou que 66% das áreas de soja apresentavam condição boa ou excelente até o dia 21 de junho, índice estável em relação à semana anterior e ao mesmo período do ano passado. Além disso, o Monitor da Seca dos Estados Unidos indicou melhora nas condições de umidade, com 22% da área cultivada sob algum nível de estiagem em 23 de junho, ante 23% na semana anterior.