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24/Jun/2026

Bolsa de Chicago: fundamentos ditam mercado

O Rabobank avalia que os preços da soja na Bolsa de Chicago podem apresentar viés de queda no curto prazo caso as condições climáticas nos Estados Unidos permaneçam favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. Nesse cenário, os contratos futuros voltam a ser predominantemente guiados por fundamentos de oferta e demanda, com menor influência de fatores técnicos no mercado. Para o Brasil, a projeção para safra 2025/26 é de 182 milhões de toneladas, aumento de 10 milhões de toneladas em relação à estimativa de março. A revisão reflete expansão de área plantada combinada a condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. No campo da demanda, as exportações brasileiras de soja registraram alta de 8% entre janeiro e maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, com base em dados da Cargonave.

A projeção anual indica embarques de 113 milhões de toneladas em 2026, avanço de 5 milhões de toneladas frente a 2025. O esmagamento também apresenta crescimento, sustentado por melhora de margens e aumento da demanda por derivados. O volume processado no Brasil atingiu 14,3 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 10% na comparação anual. As exportações seguem em ritmo firme, mesmo diante da elevação dos fretes internos e de sinais de enfraquecimento da demanda chinesa. A competitividade da soja brasileira permanece elevada frente a concorrentes internacionais, mesmo em um contexto de apreciação do real frente ao dólar, o que mantém sustentação ao fluxo exportador. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.