23/Jun/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam perto da estabilidade nesta segunda-feira (22/06). O vencimento novembro cedeu 1,25 cent (0,11%), e fechou a US$ 11,41 por bushel. O mercado foi influenciado em parte pela ausência de novas compras chinesas do grão norte-americano. No dia 18 de junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores do país relataram a primeira venda avulsa de soja para a China desde fevereiro, o que deixou traders na expectativa por novas compras. Até agora, porém, não houve novos anúncios.
Segundo relatório semanal da Stag Securities, o Brasil deve colocar entre 28 milhões e 30 milhões de toneladas no mercado externo nos últimos quatro meses do ano, janela que coincide com o pico das exportações norte-americanas. Nesse contexto, a China não parece enfrentar necessidade urgente de garantir grandes volumes de soja norte-americana, especialmente se a oferta brasileira permanecer competitiva e disponível. As condições climáticas favoráveis no Meio Oeste dos Estados Unidos também pesaram sobre os preços. Dados de inspeção de embarques dos Estados Unidos foram outro fator baixista para os contratos.
Segundo o USDA, 241.045 toneladas de soja foram inspecionadas para exportação em portos norte-americanos na semana encerrada em 18 e junho, queda de 54,8% em relação à semana anterior. Esses fatores foram contrabalançados pelo desempenho do óleo de soja, que subiu mais de 1,5%. O derivado, por sua vez, foi impulsionado por compras de oportunidade, após ter acumulado perda de 5,6% na semana passada. No Brasil, a AgRural divulgou sua primeira estimativa para a safra 2026/27 de soja, prevendo área recorde de 49,006 milhões de hectares, alta de 443 mil hectares sobre o ciclo anterior. O crescimento de 0,9%, porém, será o menor dos últimos 20 anos consecutivos de expansão da oleaginosa no País.