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19/Jun/2026

Futuros de soja recuam acompanhando o derivado

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão desta quinta-feira (18/06) em baixa, pressionados principalmente pelo recuo do óleo de soja e pela realização de lucros antes do fim de semana prolongado nos Estados Unidos. O vencimento novembro fechou a US$ 11,42 por bushel, com perda de 6,50 cents, equivalente a 0,57%. O principal fator de pressão sobre as cotações foi a queda de aproximadamente 2% do óleo de soja. O movimento refletiu liquidação de posições compradas por investidores e a desvalorização do petróleo no mercado internacional após a assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã.

O acordo prevê cessar-fogo imediato, reabertura do Estreito de Ormuz, avanço das negociações sobre o programa nuclear iraniano e flexibilização gradual das sanções norte-americanas. A perspectiva de aumento da oferta global de petróleo contribuiu para reduzir os preços da commodity energética, afetando também os mercados de biocombustíveis e de óleos vegetais. As perdas ocorreram mesmo diante da confirmação de novas vendas de soja norte-americana para exportação. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou a comercialização de 132 mil toneladas para a China, com entrega prevista para a safra 2026/27, além de 120 mil toneladas destinadas a compradores não identificados. Nas últimas sessões, rumores sobre uma possível retomada das compras chinesas de soja dos Estados Unidos haviam sustentado os preços na Bolsa de Chicago.

Com a confirmação dos negócios, entretanto, o mercado passou a realizar lucros, em um movimento conhecido entre operadores como “comprar no boato e vender no fato”. Os dados semanais de exportação divulgados pelo USDA apresentaram desempenho positivo. As vendas externas da safra 2025/26 totalizaram 424,9 mil toneladas na semana encerrada em 11 de junho, volume 49% superior à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/27, foram registradas vendas adicionais de 304,1 mil toneladas. Somadas, as vendas das duas temporadas alcançaram 729 mil toneladas. Apesar dos indicadores favoráveis da demanda externa, o comportamento do mercado de energia e do complexo soja predominou na formação dos preços, levando os contratos futuros a encerrarem o pregão em território negativo.