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18/Jun/2026

Futuros em alta com previsão de compras chinesas

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão desta quarta-feira (17/06) em leve alta, sustentados pela expectativa de retomada das compras chinesas de soja norte-americana. O contrato novembro fechou a US$ 11,49 por bushel, com avanço de 2,75 cents, equivalente a 0,24%. O movimento foi impulsionado após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informar vendas de exportação de 372 mil toneladas para destinos não identificados. Do total negociado, 60 mil toneladas destinam-se ao ano comercial 2025/26 e outras 312 mil toneladas ao ciclo 2026/27. Embora o USDA não tenha identificado o comprador, operadores interpretaram a operação como um possível indicativo de demanda chinesa, reforçando rumores que circularam anteriormente sobre o interesse da China em adquirir soja dos Estados Unidos para embarques da nova safra.

O mercado avalia que o atual patamar de preços da soja norte-americana tornou-se mais competitivo em relação à oferta da América do Sul, favorecendo eventuais aquisições por parte dos importadores chineses. A combinação entre preços mais atrativos e a necessidade de abastecimento para os próximos meses contribuiu para melhorar o sentimento dos investidores. Apesar da valorização, os ganhos foram limitados pela forte presença da soja brasileira no mercado internacional. Segundo projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), os embarques brasileiros deverão atingir 15,31 milhões de toneladas em junho, volume 11% superior às 13,79 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2025.

Outro fator de contenção veio do mercado de derivados. O óleo de soja recuou mais de 1%, pressionado pela realização de lucros e pelos dados de esmagamento divulgados pela Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos (Nopa). A indústria norte-americana processou 5,68 milhões de toneladas de soja em maio, acima das 5,25 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior, porém abaixo da expectativa do mercado, estimada em 5,88 milhões de toneladas. O cenário mantém o foco dos investidores na evolução da demanda chinesa e no ritmo das exportações norte-americanas, fatores considerados determinantes para a sustentação das cotações da oleaginosa nas próximas semanas.