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18/Jun/2026

Cadeia da soja avança em combustível sustentável

A Petrobras concluiu a produção e a comercialização do primeiro lote de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido com óleo de soja certificado, destinado a comprovar critérios de sustentabilidade e baixo risco de impacto sobre novas áreas agrícolas. O produto foi fabricado na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, com matéria-prima fornecida pela Bunge e comercializado com a Vibra para distribuição ao mercado de aviação. O lote totalizou 3,8 mil metros cúbicos e foi produzido por meio da tecnologia de coprocessamento, processo que integra matéria-prima renovável à estrutura convencional de refino. O combustível apresenta 1% de conteúdo renovável em sua composição, percentual compatível com as exigências previstas na Lei do Combustível do Futuro para os primeiros anos de implementação das metas de redução de emissões na aviação doméstica.

Segundo as empresas envolvidas, trata-se do primeiro combustível sustentável de aviação produzido a partir de soja com certificação internacional de baixo risco de mudança indireta do uso da terra. A certificação atesta que a matéria-prima utilizada não está associada ao desmatamento nem estimula indiretamente a conversão de novas áreas para produção agrícola. A Bunge foi responsável pela originação e certificação da soja utilizada no projeto, além da produção do óleo vegetal em sua unidade de esmagamento localizada em Rondonópolis (MT). A distribuição e comercialização do combustível para o setor aéreo serão realizadas pela Vibra, por meio da BR Aviation. As empresas estimam que o combustível possui potencial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 70% em comparação ao querosene convencional de aviação, considerando a metodologia de análise de ciclo de vida. A iniciativa ocorre antes do início da obrigatoriedade de utilização de combustível sustentável de aviação, prevista para 2027.

O projeto também reforça a integração entre os setores agrícola, industrial e energético na construção de uma cadeia nacional de combustíveis renováveis. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produtividade da soja no Brasil avançou mais de 20% na última década, resultado da evolução tecnológica e da adoção de práticas mais eficientes no campo. A certificação aplicada ao projeto busca comprovar essa evolução produtiva dentro dos padrões internacionais de sustentabilidade. Para a Petrobras, a comercialização do lote representa um avanço na estratégia de transição energética e no incentivo à adoção de práticas sustentáveis verificáveis ao longo da cadeia de suprimentos. A Vibra destaca que o desenvolvimento do SAF contribui para preparar o mercado nacional para as futuras exigências regulatórias e fortalecer uma cadeia doméstica de combustíveis de menor intensidade de carbono. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.