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17/Jun/2026

Futuros sobem com rumores de compras chinesas

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta terça-feira (16/06), com rumores de que a China estaria interessada em retomar compras do grão norte-americano. A reação do mercado mostra o quanto os preços da soja continuam sensíveis a qualquer sinal de interesse de compra por parte da China. No entanto, é importante diferenciar consultas de compras efetivas. Se nenhum negócio for confirmado, é provável que a alta dos preços seja revertida. O vencimento novembro da oleaginosa avançou 11,75 cents (1,04%), e fechou a US$ 11,46 por bushel.

Se houvesse um fator realmente novo para sustentar a soja, ele viria de uma atuação mais agressiva dos chineses no mercado norte-americano, o que não está acontecendo. Os embarques para a China seguem frágeis, e os relatórios semanais de vendas não mostram negócios novos relevantes. Além disso, a oferta sul-americana continua robusta. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deverá embarcar 15,31 milhões de toneladas de soja em junho, aumento de 11% ante os 13,79 milhões de junho de 2025. O clima favorável nos Estados Unidos e a boa condição das lavouras no país impediram uma alta mais expressiva das cotações.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 66% da safra tinha condição boa ou excelente no dia 14 de junho, aumento de 1% ante a semana anterior. Na data correspondente do ano passado, essa parcela também era de 66%. As lavouras norte-americanas parecem preparadas para enfrentar os meses mais quentes do ano em boas condições. Os ganhos também foram limitados pela queda do petróleo, que faz com que refinarias tenham menos incentivo para misturar biodiesel ao diesel. O óleo de soja, que recuou quase 2%, é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível.