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17/Jun/2026

EUA: soja norte-americana ganha espaço no Egito

O Egito assumiu a liderança entre os compradores de soja dos Estados Unidos no atual ano comercial, superando a China e contribuindo para o escoamento da safra norte-americana em um cenário de menor participação chinesa. A Standard Grain vê a diversificação dos destinos de exportação e a forte demanda doméstica por biodiesel como fatores de sustentação para o mercado de soja dos Estados Unidos. A redução das compras chinesas tem sido parcialmente compensada pelo aumento da demanda de outros importadores. O movimento reforça a capacidade do mercado norte-americano de redirecionar seus embarques diante das incertezas comerciais envolvendo a China.

As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos somaram aproximadamente 517 mil toneladas na semana encerrada em 11 de junho, avanço de 27% em relação à semana anterior e de 132% na comparação anual. A China respondeu por apenas 26% do volume inspecionado no período, evidenciando a maior participação de outros compradores. Além das exportações, a demanda doméstica continua oferecendo suporte ao complexo soja norte-americano. Os membros da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos (Nopa) processaram cerca de 5,68 milhões de toneladas de soja em maio, volume recorde para o mês e 8,3% superior ao registrado em igual período do ano anterior.

Apesar da redução frente a abril, o desempenho reflete a manutenção de margens favoráveis para a indústria de esmagamento. Os estoques de óleo de soja encerraram maio em aproximadamente 789 mil toneladas, o menor nível dos últimos cinco meses. A redução está associada à menor disponibilidade de soja da safra velha e ao consumo consistente do derivado, embora os preços elevados possam limitar a demanda em determinados mercados no curto prazo. No campo, as condições das lavouras permanecem favoráveis nos Estados Unidos. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que 66% das áreas de soja apresentavam condição boa ou excelente até meados de junho, acima da média histórica para o período.

No milho, o índice alcançou 68%, também superior à média. Apesar das condições positivas de produção, o mercado segue sem um fator de alta mais consistente. A consultoria destaca que uma recuperação relevante dos preços dependeria de uma combinação entre aumento das compras chinesas e eventuais problemas climáticos que reduzam as expectativas de produtividade. No mercado de milho, as inspeções de exportação atingiram cerca de 1,63 milhão de toneladas na semana, recuo de 19% frente à semana anterior e de 3,5% na comparação anual. O desempenho reflete um ambiente de demanda internacional mais cautelosa e a concorrência entre os fluxos de exportação de milho e soja.

O comportamento do petróleo também permanece como variável relevante para os mercados agrícolas. A perspectiva de normalização dos fluxos energéticos após o acordo entre Estados Unidos e Irã reduziu a sustentação das commodities, especialmente diante da ausência de novos estímulos de demanda ou de riscos climáticos relevantes para as lavouras norte-americanas. Nesse contexto, o mercado de grãos continua acompanhando a evolução do clima nos Estados Unidos e o comportamento das compras chinesas, fatores considerados determinantes para a formação dos preços internacionais ao longo dos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.