16/Jun/2026
No mercado interno de soja, os preços se mantiveram praticante estáveis na maior parte das regiões nesta segunda-feira (15/06). O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (15/06) praticamente estável frente ao Real. O fechamento registrou leve variação positiva de 0,11%, a R$ 5,06. O cenário internacional foi inicialmente marcado por otimismo após a sinalização de entendimento entre Estados Unidos e Irã, com foco na redução das tensões geopolíticas e na reabertura gradual do Estreito de Ormuz. O avanço das negociações contribuiu para a queda do petróleo Brent e para a redução dos rendimentos dos Treasuries norte-americanos. No entanto, o movimento de queda perdeu força e a moeda norte-americana zerou as perdas, acompanhando a reversão de humor nos mercados locais. No cenário doméstico, o boletim Focus indicou revisão das projeções macroeconômicas. O diferencial de juros entre o Brasil e economias desenvolvidas segue como um dos principais fatores de sustentação do fluxo de capital estrangeiro para o País, contribuindo para períodos de valorização do Real frente ao dólar.
Os contratos futuros de soja encerraram em leve alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (15/06), impulsionados principalmente por um movimento de cobertura de posições vendidas após as fortes liquidações observadas nas últimas semanas. O contrato com vencimento em novembro avançou 2,75 cents, ou 0,24%, e fechou a US$ 11,34 por bushel. O suporte ao mercado esteve associado ao reposicionamento dos fundos de investimento. Apesar da reação positiva, os fundamentos seguem limitando uma recuperação mais consistente das cotações. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos continua reforçando as expectativas de boa produção na safra 2026/27. A ausência de compras expressivas de soja norte-americana por parte da China e a elevada disponibilidade de produto na América do Sul mantêm pressão sobre os preços. Os dados de exportação dos Estados Unidos também contribuíram para o desempenho positivo do mercado. Os ganhos, entretanto, foram parcialmente limitados pela forte queda do petróleo no mercado internacional. A desvalorização do petróleo reduz a atratividade econômica da mistura de biodiesel ao diesel, diminuindo potencialmente a demanda por matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível.
No Paraná, na região de Ponta Grossa, as indústrias indicam R$ 126,00 por saca de 60 Kg CIF e as trading, R$ 128,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá. Para safra 2026/27, as tradings indicam R$ 128,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá para abril de 2027. Em Mato Grosso, na região de Sorriso, há registro de negócios pontuais a R$ 114,00 por saca de 60 Kg FOB, para pagamento em agosto, tanto para a indústria quanto para exportação.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.