12/Jun/2026
No mercado interno de soja, os preços registraram baixa entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca de 60 Kg nesta quinta-feira (11/06). O dólar encerrou o pregão em forte queda frente ao Real nesta quinta-feira (11/06), refletindo a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o cancelamento de ataques militares que estavam previstos contra o Irã e sinalizar a existência de um acordo entre os dois países para encerrar as hostilidades. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,10, com recuo de 1,40%. O movimento observado no mercado doméstico acompanhou a tendência de enfraquecimento global da moeda norte-americana frente a divisas de países emergentes. A percepção de menor risco geopolítico reduziu a busca por ativos considerados defensivos, favorecendo moedas de economias exportadoras de commodities, entre elas o Real. O enfraquecimento da moeda norte-americana foi observado de forma ampla nos mercados globais. A combinação entre a redução dos riscos de uma escalada militar no Oriente Médio e o fortalecimento de moedas concorrentes contribuiu para a queda do dólar no Brasil. Para os mercados agrícolas, a valorização do Real tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras no curto prazo, ao mesmo tempo em que pode aliviar custos de insumos e produtos importados.
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão desta quinta-feira (11/06) em leve baixa após a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O contrato com vencimento em novembro recuou 4,50 cents, ou 0,40%, e fechou a US$ 11,34 por bushel. O movimento foi influenciado pela manutenção das projeções norte-americanas em níveis superiores às expectativas do mercado. Na América do Sul, o relatório trouxe revisão positiva para a safra argentina de soja 2025/26. Para o Brasil, o USDA manteve a projeção de safra em 180 milhões de toneladas. A estimativa segue alinhada ao levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta uma colheita de 180,25 milhões de toneladas. O elevado volume disponível na América do Sul continua contribuindo para a percepção de ampla oferta global e limitando movimentos de valorização dos contratos futuros. O cenário de abundância de produto brasileiro também é reforçado pelas perspectivas de exportação. No mercado norte-americano, os dados semanais de exportação vieram dentro das expectativas. O mercado permaneceu concentrado nas perspectivas de ampla oferta global.
No Paraná, na região de Cascavel, há registro de negócios no disponível a R$ 125,00 por saca de 60 Kg CIF Cascavel e a R$ 135,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para retirada em 30 dias. Para entrega em setembro, as indicações sobem para R$ 130,00 por saca de 60 Kg CIF no interior e R$ 140,00 por saca de 60 Kg CIF no porto. Para outubro, há registro de negócios a R$ 133,00 por saca de 60 Kg CIF Cascavel, o que projeta paridade de R$ 143,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá. Para a safra 2026/27, o mercado segue restrito a operações pontuais de troca por insumos. Em Mato Grosso, na região de Sinop, tradings indicam R$ 110,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em junho e pagamento em agosto. Para embarque em agosto, a indicação sobe para R$ 112,00 por saca de 60 Kg FOB. Para safra 2026/27, as referências nominais das tradings giram em torno de R$ 106,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em fevereiro e pagamento em março de 2027.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.