12/Jun/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão desta quinta-feira (11/06) em leve baixa após a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O contrato com vencimento em novembro recuou 4,50 cents, ou 0,40%, e fechou a US$ 11,34 por bushel. O movimento foi influenciado pela manutenção das projeções norte-americanas em níveis levemente superiores às expectativas do mercado. Para a temporada 2026/27, o USDA manteve a estimativa de produção dos Estados Unidos em 120,7 milhões de toneladas. Os estoques finais norte-americanos de soja para 2026/27 também permaneceram inalterados em 8,44 milhões de toneladas.
Na América do Sul, o relatório trouxe revisão positiva para a safra argentina de soja 2025/26, que passou de 48 milhões para 50 milhões de toneladas. Para o Brasil, o USDA manteve a projeção de safra em 180 milhões de toneladas. A estimativa para o Brasil segue alinhada ao levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta uma colheita de 180,25 milhões de toneladas. O elevado volume disponível na América do Sul continua contribuindo para a percepção de ampla oferta global e limitando movimentos de valorização dos contratos futuros. O cenário de abundância de produto brasileiro também é reforçado pelas perspectivas de exportação. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima embarques de 14,38 milhões de toneladas de soja pelo Brasil em junho, volume 4,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
No mercado norte-americano, os dados semanais de exportação divulgados pelo USDA vieram dentro das expectativas. As vendas externas da safra 2025/26 totalizaram 211,3 mil toneladas na semana encerrada em 4 de junho, representando queda de 24% em relação à semana anterior e recuo de 18% frente à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/27, foram registradas vendas de 141,5 mil toneladas. Apesar do desempenho das exportações, o mercado permaneceu concentrado nas perspectivas de ampla oferta global, especialmente diante da manutenção da grande safra brasileira e do aumento da produção argentina. O comportamento dos preços nos próximos meses seguirá condicionado à evolução da safra norte-americana durante o período crítico de desenvolvimento das lavouras, ao ritmo das exportações dos Estados Unidos e à competitividade da soja sul-americana no mercado internacional.