09/Jun/2026
Os contratos futuros de soja encerraram o pregão desta segunda-feira (08/06) em leve baixa na Bolsa de Chicago, pressionados principalmente pelas chuvas registradas durante o fim de semana em importantes áreas produtoras do Meio Oeste dos Estados Unidos. O contrato julho recuou 5,75 centavos de dólar, ou 0,51%, e fechou a US$ 11,15 por bushel. As precipitações reforçaram as perspectivas favoráveis para o desenvolvimento da safra norte-americana. Os maiores volumes foram observados no norte do Missouri e no sul de Iowa, embora diversas regiões do Cinturão do Milho tenham recebido acumulados superiores a 25 milímetros. O cenário climático reduziu preocupações relacionadas à disponibilidade de umidade para as lavouras e ampliou a pressão sobre as cotações. Além do fator climático, o mercado continuou refletindo a liquidação de posições compradas por fundos de investimento.
Dados da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) mostraram que os fundos reduziram sua posição líquida comprada em soja em 15,4% na semana encerrada em 2 de junho, passando de 184.229 para 155.780 contratos. O desempenho do farelo de soja também contribuiu para o movimento negativo. O derivado registrou queda próxima de 2% no pregão, ampliando a pressão sobre o complexo soja e limitando o interesse comprador. No cenário internacional, a ausência de compras expressivas da China continua sendo um dos principais fatores de preocupação para o mercado. A demanda chinesa por soja norte-americana permanece abaixo das expectativas, enquanto a ampla oferta disponível na América do Sul mantém forte concorrência nos mercados globais.
Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram que as inspeções de exportação de soja totalizaram 398.186 toneladas na semana encerrada em 4 de junho, volume 21,2% inferior ao registrado na semana anterior. Desse total, apenas 68.379 toneladas tiveram a China como destino. Por outro lado, o USDA informou a venda de 264 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. Embora o anúncio represente sinal positivo para a demanda futura, o volume não foi suficiente para compensar o impacto das condições climáticas favoráveis e da desaceleração dos embarques. O mercado segue monitorando a evolução do clima nos Estados Unidos, que permanece como principal fator de formação de preços neste período do ano. Com boas condições de umidade e perspectivas favoráveis para as lavouras, as cotações continuam enfrentando dificuldades para sustentar movimentos de recuperação mais consistentes.