09/Jun/2026
O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que seguem em andamento os testes destinados a avaliar a ampliação da participação do biodiesel na mistura obrigatória ao diesel. O plano aprovado prevê estudos sobre a viabilidade técnica da utilização de óleo diesel com teores superiores a 15% de biodiesel, contemplando misturas de até 25%. Os trabalhos incluem a avaliação da infraestrutura laboratorial necessária para os ensaios, além da análise do desempenho de veículos, motores, máquinas, componentes, combustíveis e demais recursos técnicos envolvidos no processo. A iniciativa busca reunir dados que permitam verificar a compatibilidade operacional e técnica de níveis mais elevados de biodiesel na matriz de combustíveis do País.
De acordo com o cronograma estabelecido, o Ministério de Minas e Energia deverá publicar até 30 de novembro de 2026 uma versão atualizada do planejamento de execução dos testes, consolidando os avanços obtidos e as próximas etapas do programa. Paralelamente, o governo federal trabalha com a possibilidade de elevar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil para 16% ainda em 2026. A implementação da medida dependerá dos resultados técnicos e das avaliações conduzidas no âmbito do programa de testes. As discussões ocorrem em um momento de fortalecimento da política nacional de biocombustíveis.
Além do biodiesel, o governo também avalia a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, proposta cuja viabilidade técnica já foi comprovada por estudos realizados anteriormente. A Lei do Combustível do Futuro ampliou o potencial de expansão dos biocombustíveis no Brasil e estabeleceu que qualquer aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina deve ser precedido por comprovação de viabilidade técnica para a frota automotiva nacional. O mesmo princípio tem orientado as análises relacionadas ao avanço da participação do biodiesel, buscando garantir segurança operacional, eficiência energética e previsibilidade para produtores, distribuidores e consumidores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.