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08/Jun/2026

Bolsa de Chicago: foco está em compras da China

Segundo a Standard Grain, a soja segue pressionada na Bolsa de Chicago e uma recuperação mais consistente antes da colheita norte-americana dependerá, principalmente, de dois gatilhos que ainda não apareceram: compras chinesas da safra nova ou uma virada do clima nos Estados Unidos. Junho começou sem um fator novo de alta para os grãos. Na soja, o foco continua na China. Relatos de que a China pode esperar até setembro para iniciar novas compras de soja dos Estados Unidos pioraram o humor do mercado. Porém, os chineses já fizeram isso antes: ficaram meses fora do mercado e depois voltaram a comprar com força mais perto da colheita norte-americana. A soja pode reagir mais à frente, mas, no curto prazo, a falta de compras novas deixa a Bolsa de Chicago vulnerável.

O mercado quer ver negócios, não promessas. Pouco importa se há compromisso formal ou apenas entendimento político: o que faria diferença agora seria a China aparecer comprando. Os acordos com a China sempre carregam desconfiança, mas é importante lembrar que os chineses cumpriram o acerto mais recente para compra de soja norte-americana. Porém, não há garantias. Para a Logic Ag, os preços da soja na Bolsa de Chicago têm suporte no óleo de soja, mas falta um fator mais forte de sustentação, sobretudo da China. A oleaginosa pode até ensaiar recuperação mais à frente, mas, no curto prazo, segue exposta a novas quedas enquanto a China não voltar a comprar de forma mais consistente e o clima nos Estados Unidos não trouxer alguma ameaça relevante.

O piso recente veio muito mais do óleo do que do grão em si. Se tirar isso, não tem muita coisa a favor da soja. A soja ainda pode cair mais um pouco na Bolsa de Chicago antes de encontrar um piso mais firme. Depois disso, há espaço para uma recuperação, com o contrato julho voltando para perto de US$ 12,00 por bushel. Para a Zaner Ag Hedge, no caso da safra nova, uma volta do contrato novembro para a faixa de US$ 11,74 a US$ 11,75 por bushel já abriria uma oportunidade mais interessante de venda. Acima de US$ 12,00 por bushel, a soja precisaria de um apoio mais forte, como compras da China ou algum problema climático nos Estados Unidos. Sem novo impulso de demanda, o mercado da soja continua frágil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.