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08/Jun/2026

Estratégias para controle de pragas quarentenárias

A Corteva Agriscience e a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) lançaram uma cartilha para produtores rurais com estratégias para manejo e controle de pragas quarentenárias na cultura da soja. As estratégias visam mitigar os impactos das pragas quarentenárias na produtividade nacional da soja e evitar eventuais embargos no comércio internacional da oleaginosa brasileira. Pragas quarentenárias são insetos, fungos, bactérias, vírus ou plantas daninhas, que representam risco econômico e à sanidade vegetal. Cada país tem sua lista de pragas quarentenárias ausentes e sobre as quais veta a entrada de produtos com resíduos, o que é acordado nos protocolos sanitários entre os países. Cargas com resíduos que ferem aos protocolos tendem a ser devolvidas e embargadas. A elaboração e divulgação do material ocorre após a China em março deste ano ter vetado a entrada de cargas de soja brasileira, nas quais foram detectadas sementes de plantas daninhas e resíduos de pragas ausentes no território chinês.

A disseminação das plantas daninhas nas lavouras nacionais é crescente dada a velocidade de propagação das plantas, ao mesmo tempo que os mercados importadores ampliam as exigências fitossanitárias. As plantas daninhas comprometem de 5% a 10% da produtividade da soja e, em alguns casos, são difíceis de segregação na colheita, além de gerar impacto para a balança comercial e para as cooperativas. Por isso, é necessário produtor incorporar e diversificar práticas de mitigação no dia a dia para reduzir a disseminação. O material informativo tem o objetivo de ajudar os produtores no controle e mitigação das pragas. Entre as práticas de mitigação sugeridas no material para evitar a presença de pragas quarentenárias nas lavouras estão o uso de sementes e mudas certificadas, a limpeza de máquinas e implementos vindos de áreas externas, a presença de beiras de estrada, o manejo das plantas daninhas durante o desenvolvimento da cultura e o controle das plantas daninhas no pós-colheita com o manejo outonal.

As estratégias vão desde ações fitossanitárias à adoção de boas práticas para o manejo de pragas. A problemática é ampla, para além da soja e, em um ano, que o produtor precisa reduzir custos no campo, o controle fitossanitário contribui na redução de custo na ponta e na melhoria da produtividade. Segundo o material, as principais espécies com alerta para a exportação de grãos para a China são: capim-massambará, capim-carrapicho, cravorana losna do campo, aveia-barbada, crotalária, carrapichão e leiteiro (plantas daninhas já presentes nas lavouras brasileiras e muitas não restritas apenas a cultura da soja). Uma das plantas que mais preocupam o setor é o caruru-gigante, identificado em diferentes Estados brasileiros com potencial de redução da produtividade em até 80% da soja, milho e algodão. As pragas quarentenárias são um tema crítico para a balança comercial brasileira, e a conscientização é o melhor caminho para proteger a produtividade.

A Aprosoja Brasil destaca que as ervas daninhas prejudicam a produtividade da cultura, com risco de serem colhidas junto com o grão e posteriormente a carga ser devolvida pelas tradings e compradores. Em uma safra que o pacote tecnológico será mais apertado, em virtude de crédito restrito, preservar a produtividade é ainda mais crítico. Além disso, há risco de escape de plantas daninhas na colheita, com recusas mais frequentes de tradings. Por isso, os produtores precisam adotar, cada vez mais, técnicas de limpeza e manejo. A campanha será feita em nível nacional juntamente às 16 associações estaduais da Aprosoja. O lançamento da cartilha e a campanha quanto às estratégias de integram o programa de Boas Práticas Agrícolas da Corteva, que leva capacitações e assistência aos produtores rurais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.