ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

03/Jun/2026

Futuros pressionados por avanço do plantio nos EUA

Os contratos futuros de soja encerraram a sessão desta terça-feira (02/06) em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pelas condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos e pelo avanço do plantio da safra 2026/27. O contrato com vencimento em julho recuou 15,50 cents por bushel, ou 1,31%, e fechou a US$ 11,65 por bushel. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostraram que o plantio da oleaginosa alcançou 87% da área prevista até o dia 31 de maio, acima dos 83% registrados no mesmo período do ano anterior e da média de cinco anos, de 80%. A emergência das lavouras atingiu 65%, superando os 61% observados há um ano e os 57% da média histórica.

O mercado também foi influenciado pelo desempenho do óleo de soja, que registrou realização de lucros após uma sequência de seis sessões consecutivas de valorização. O derivado acumulava ganho de aproximadamente 7% no período e recuou quase 1% no pregão. Além do avanço da safra norte-americana, a ausência de compras expressivas de soja dos Estados Unidos pela China e a elevada disponibilidade de produto na América do Sul continuaram limitando o potencial de recuperação das cotações. Estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indica que o Brasil embarcou 15,87 milhões de toneladas de soja em maio, volume 11,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

As perdas foram parcialmente limitadas pelo primeiro levantamento de condições das lavouras norte-americanas da temporada. O USDA informou que 66% das áreas apresentavam condição boa ou excelente até o dia 31 de maio, abaixo dos 67% observados no mesmo período do ano anterior. A expectativa do mercado era de índice próximo a 68%, indicando desempenho inicial inferior ao projetado por parte dos analistas. O cenário segue sendo acompanhado pelos agentes de mercado, que monitoram a evolução climática nos Estados Unidos, o ritmo das exportações sul-americanas e o comportamento da demanda internacional, especialmente da China, principal importadora global da oleaginosa.