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02/Jun/2026

Futuros de soja pressionados por chuvas nos EUA

Os contratos futuros de soja encerraram o pregão desta segunda-feira (1º/06) em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pelas chuvas registradas em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos e pelas perspectivas favoráveis para o desenvolvimento da nova safra norte-americana. O contrato com vencimento em julho recuou 6,00 cents, ou 0,51%, e fechou a US$ 11,80 por bushel. As precipitações ocorridas no fim de semana contribuíram para melhorar as condições de umidade do solo e reduzir áreas afetadas pela seca em parte do Meio Oeste norte-americano. Com o plantio da safra praticamente concluído, as condições climáticas passam a exercer influência crescente sobre a formação dos preços, uma vez que o mercado direciona sua atenção ao desenvolvimento das lavouras durante as fases iniciais do ciclo produtivo.

Além do fator climático, a ampla disponibilidade de soja na América do Sul continuou pressionando as cotações. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil tenha exportado 15,87 milhões de toneladas de soja em maio, volume 11,9% superior ao embarcado no mesmo mês do ano anterior. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires projeta produção de 50,1 milhões de toneladas para a safra 2025/26. A demanda chinesa também permanece como um fator de atenção para o mercado. Com ampla oferta de soja sul-americana disponível no mercado internacional, a necessidade de aquisição do produto norte-americano por parte da China continua reduzida, limitando o potencial de sustentação das cotações na Bolsa de Chicago. Os dados semanais de exportação dos Estados Unidos também contribuíram para o sentimento baixista.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as inspeções de soja para embarque totalizaram 494.286 toneladas na semana encerrada em 28 de maio, queda de 16% em relação à semana anterior. Desse total, 206.771 toneladas tiveram como destino a China. As perdas foram parcialmente limitadas pelo desempenho positivo do óleo de soja. O derivado registrou valorização próxima de 2%, acompanhando a forte alta do petróleo no mercado internacional. A elevação das cotações energéticas aumenta a competitividade do biodiesel e tende a estimular a demanda por matérias-primas utilizadas na sua produção. Também contribuíram para a sustentação do óleo de soja as incertezas relacionadas à nova centralização das exportações de commodities da Indonésia por meio de uma agência estatal, medida que pode afetar o fluxo internacional de óleo de palma e influenciar o equilíbrio global do mercado de óleos vegetais.