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02/Jun/2026

Revisada projeção da safra brasileira em 2025/2026

Segundo a StoneX, a produção brasileira de soja na safra 2025/26 foi revisada levemente para cima pela e passou de 181,6 milhões para 181,8 milhões de toneladas na estimativa de junho. O volume consolida um novo recorde para a cultura e representa crescimento de 7,7% em relação às 168,8 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25. A revisão decorreu exclusivamente do ajuste na produtividade da Bahia. A estimativa de rendimento no Estado passou de 4,15 toneladas para 4,24 toneladas por hectare, elevando a produção projetada de 9,130 milhões para 9,321 milhões de toneladas. O resultado representa aumento de 2,1% em relação à projeção anterior e avanço de 8,8% na comparação anual.

A área cultivada foi mantida em 2,200 milhões de hectares. Nos principais Estados produtores, as projeções permaneceram inalteradas. Em Mato Grosso, a produção foi mantida em 50,039 milhões de toneladas, com área de 12,950 milhões de hectares e produtividade de 3,86 toneladas por hectare. Apesar da liderança nacional, o volume representa redução de 0,9% em relação às 50,483 milhões de toneladas da safra anterior. No Paraná, a produção segue estimada em 23,092 milhões de toneladas, crescimento de 5,2% sobre o ciclo anterior. No Rio Grande do Sul, a projeção permanece em 21,050 milhões de toneladas, alta de 42,9% em comparação com as 14,730 milhões de toneladas colhidas em 2024/25.

O desempenho positivo foi registrado na maior parte das regiões produtoras, embora problemas climáticos tenham limitado um avanço ainda maior no Estado. As estimativas também foram mantidas para Goiás, com 20,082 milhões de toneladas, Mato Grosso do Sul, com 15,643 milhões de toneladas, Minas Gerais, com 9,231 milhões de toneladas, e Pará, com 5,118 milhões de toneladas. Na comparação anual, Mato Grosso do Sul apresenta crescimento de 16,3%, Minas Gerais avança 1,0% e o Pará registra expansão de 29,7%. A área plantada nacional foi mantida em 49,105 milhões de hectares, acima dos 47,304 milhões de hectares da safra passada.

A produtividade média permanece estimada em 3,70 toneladas por hectare, superior às 3,57 toneladas por hectare registradas em 2024/25. No balanço de oferta e demanda, a projeção de estoques finais é de 8,6 milhões de toneladas ao término da safra 2025/26, acima dos 2,99 milhões de toneladas estimados para o ciclo anterior. A relação estoque/uso deve avançar de 1,77% para 4,86%. A demanda doméstica foi mantida em 65 milhões de toneladas e as exportações seguem projetadas em 112 milhões de toneladas. O consumo total foi estimado em 177 milhões de toneladas, enquanto a oferta disponível alcança 185,6 milhões de toneladas, considerando estoques iniciais de 2,99 milhões de toneladas, produção de 181,81 milhões de toneladas e importações de 800 mil toneladas.

Os embarques brasileiros permanecem mais aquecidos do que no mesmo período do ano anterior, sustentados pela competitividade da soja brasileira frente ao produto norte-americano. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha os desdobramentos das relações comerciais entre China e Estados Unidos, especialmente após o anúncio de novos compromissos de compras de produtos agrícolas norte-americanos pelo país asiático. Com a definição da oferta da safra 2025/26 em estágio avançado, as atenções do mercado tendem a se concentrar cada vez mais na demanda global e no planejamento da safra 2026/27, cujo plantio terá início em setembro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.