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01/Jun/2026

Futuros de soja recuam com dólar forte ante Real

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão de sexta-feira (29/05) em baixa, pressionados principalmente pelo fortalecimento do dólar frente ao Real, movimento que amplia a competitividade das exportações brasileiras no mercado internacional. O contrato julho recuou 7,75 cents, ou 0,65%, e fechou US$ 11,86 por bushel. Na semana passada, a oleaginosa acumulou perda de 0,81%. A pressão adicional veio das perspectivas de ampla oferta na América do Sul. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estimou embarques brasileiros de 15,87 milhões de toneladas de soja em maio, volume 11,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando os embarques totalizaram 14,18 milhões de toneladas.

Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou sua estimativa para a safra 2025/26 em 1,5 milhão de toneladas, passando de 48,6 milhões para 50,1 milhões de toneladas, reforçando o cenário global de oferta abundante. O mercado também foi influenciado pelo desempenho negativo do farelo de soja, que recuou mais de 1%. O derivado refletiu a redução das tarifas de exportação na Argentina, principal fornecedor global de farelo de soja. As perdas foram parcialmente limitadas pela valorização superior a 1% do óleo de soja, sustentada pela forte demanda da indústria de biodiesel nos Estados Unidos. Os dados de exportação norte-americanos também contribuíram para conter movimentos mais intensos de queda.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou vendas de 192 mil toneladas de soja para destinos não revelados, sendo 60 mil toneladas para entrega na safra 2025/26 e 132 mil toneladas destinadas à temporada 2026/27. O USDA também reportou vendas semanais de exportação de 299,9 mil toneladas da safra 2025/26 na semana encerrada em 21 de maio, queda de 15% ante a semana anterior, mas avanço de 41% frente à média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/27, foram negociadas 137,7 mil toneladas. O volume total comercializado das duas temporadas somou 437,6 mil toneladas, acima do teto das projeções do mercado, estimado em 400 mil toneladas.