27/May/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago recuaram nesta terça-feira (26/05), pressionados pela forte queda do petróleo e pela ampla oferta de grãos da América do Sul. O vencimento julho fechou em baixa de 10,50 cents, ou 0,88%, a US$ 11,86 por bushel. A retração do petróleo reduziu o suporte ao complexo da soja, especialmente ao óleo de soja, utilizado na produção de biodiesel. Com preços mais baixos do combustível fóssil, diminui o incentivo econômico para a mistura de biodiesel ao diesel, afetando a demanda por matérias-primas ligadas ao biocombustível.
O mercado de energia seguiu pressionado após expectativas de avanço nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã. Mesmo com novos ataques norte-americanos contra alvos iranianos, investidores mantiveram avaliação de menor risco imediato para o abastecimento global de petróleo. Outro fator baixista foi a ausência de novas compras chinesas de soja norte-americana. Analistas avaliam que o entendimento comercial recente entre China e Estados Unidos ainda não altera o fluxo global da commodity, diante da elevada disponibilidade de soja sul-americana e da maior competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou sua projeção para a safra de soja 2025/26 para 50,1 milhões de toneladas, refletindo melhores produtividades nas lavouras. Além disso, o governo argentino anunciou redução das tarifas de exportação para soja, milho e trigo, medida que tende a estimular os embarques do país e ampliar a concorrência global. Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as inspeções de exportação de soja somaram 571,62 mil toneladas na semana encerrada em 21 de maio, leve alta de 0,2% em relação à semana anterior.