22/May/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta quinta-feira (21/05), pressionados pelo avanço acelerado do plantio nos Estados Unidos e pelas condições climáticas favoráveis nas regiões produtoras do Meio Oeste norte-americano. O contrato julho recuou 5,50 cents, ou 0,46%, e fechou a US$ 11,9425 por bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a semeadura da oleaginosa alcançava 67% da área prevista até o dia 17 de maio, acima dos 63% registrados no mesmo período do ano passado e da média de cinco anos, de 53%. As previsões climáticas também contribuíram para a pressão sobre os preços.
Chuvas devem manter boa parte do Meio Oeste com níveis favoráveis de umidade do solo, apesar da possibilidade de desaceleração pontual dos trabalhos de campo. Dados do Monitor da Seca mostraram que 27% da área destinada à soja nos Estados Unidos apresentava algum nível de estiagem em 19 de maio, queda de 1% ante a semana anterior. No mesmo período de 2025, o índice era de 16%. O desempenho do óleo de soja também influenciou negativamente as cotações. O derivado recuou cerca de 1%, acompanhando a reversão do petróleo nas últimas horas do pregão, após relatos sobre possível avanço de negociações entre Estados Unidos e Irã. No comércio externo, o USDA informou vendas de 351,4 mil toneladas de soja da safra 2025/26 na semana encerrada em 14 de maio, volume 62% superior à média das quatro semanas anteriores.
Para a safra 2026/27, foram negociadas 172,7 mil toneladas. O volume combinado das duas temporadas somou 524,1 mil toneladas e ficou dentro das estimativas do mercado. No acumulado do ano comercial, as vendas norte-americanas atingiram 39,37 milhões de toneladas, queda de 18,3% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. As vendas destinadas à China totalizaram apenas 5 mil toneladas na semana analisada, elevando o acumulado do ano comercial para 11,875 milhões de toneladas. A ausência de novas confirmações de compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos também contribuiu para a pressão sobre as cotações.