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22/May/2026

Biocombustíveis: Acelen investirá em biorrefinaria

A Acelen Renováveis, empresa de energia controlada pelo Mubadala Capital, anunciou investimento de US$ 1,5 bilhão para iniciar a construção de uma biorrefinaria de combustíveis renováveis na Bahia, com previsão de operação em 2029. Parte do financiamento será estruturada por um consórcio liderado pelo HSBC e pela International Finance Corporation (IFC), reunindo dez instituições financeiras nacionais e internacionais. Participam do grupo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), First Abu Dhabi Bank (FAB), Abu Dhabi Commercial Bank (ADCB), BID Invest, Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), FinDev Canada, KfW IPEX-Bank, Bradesco, BBVA e Bank of China. A unidade será instalada em área industrial já existente em São Francisco do Conde (BA) e terá capacidade de produzir 1 bilhão de litros por ano de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO).

O projeto utilizará tecnologia HEFA (Hydroprocessed Esters and Fatty Acids), considerada uma das principais rotas globais para produção de combustíveis renováveis. A planta utilizará matérias-primas como óleo de soja, óleo de cozinha usado (UCO) e derivados da macaúba. O investimento busca posicionar o Brasil entre os principais polos globais de produção de combustíveis sustentáveis para aviação e transporte pesado, ampliando a segurança energética e fortalecendo a matriz energética de baixo carbono. O investimento total da primeira unidade integrada deverá superar US$ 3 bilhões, incluindo um braço agroindustrial voltado ao cultivo, extração e processamento da macaúba. A empresa prevê o cultivo de 144 mil hectares em áreas degradadas, sendo 20% destinados a parcerias com agricultura familiar e pequenos produtores.

O empreendimento já possui engenharia integrada concluída, contratos estratégicos negociados e aproximadamente 90% da comercialização futura de SAF e HVO estruturada e assinada. No pico das obras, a expectativa é gerar cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que a cadeia integrada do projeto poderá movimentar até US$ 40 bilhões na economia brasileira e gerar aproximadamente 85 mil empregos diretos e indiretos ao longo da próxima década. A IFC informou que atuou como coordenadora geral da operação financeira e liderou o processo de diligência técnica, ambiental e social do projeto, considerado um dos primeiros empreendimentos de SAF em larga escala da América Latina. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.