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21/May/2026

Futuros caem com clima favorável à safra dos EUA

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta quarta-feira (20/05) em baixa, pressionados pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e pela ausência de confirmação concreta de novas compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos. O contrato julho da oleaginosa recuou 9,75 cents, ou 0,81%, e fechou a US$ 11,99 por bushel. As chuvas previstas para grande parte do Meio Oeste norte-americano devem favorecer a umidade do solo e contribuir para o desenvolvimento das lavouras, compensando parcialmente os impactos recentes de seca e tempestades sobre áreas agrícolas. Apesar disso, os volumes de precipitação podem desacelerar temporariamente o avanço do plantio. O mercado também reagiu à falta de detalhamento sobre possíveis compras agrícolas chinesas nos Estados Unidos.

Segundo o governo norte-americano, a China se comprometeu a adquirir pelo menos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas norte-americanos até 2028. No entanto, comunicado divulgado pelo Ministério do Comércio da China mencionou apenas entendimentos para redução de barreiras não tarifárias e ampliação do comércio agrícola, sem citar volumes, valores específicos ou produtos contemplados. Outro fator de pressão veio da ampla disponibilidade de soja brasileira no mercado internacional. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a estimativa de exportações brasileiras de soja em maio para 16,13 milhões de toneladas, avanço de 0,9% em relação à projeção anterior de 15,99 milhões de toneladas. O volume projetado representa crescimento de 13,7% frente aos embarques registrados em maio de 2025, que totalizaram 14,18 milhões de toneladas, reforçando a competitividade da oferta brasileira no mercado global.