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21/May/2026

Brasil: projeção de processamento recorde em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou de 62,2 milhões para 62,5 milhões de toneladas a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026. O volume representa alta de 0,5% frente à estimativa divulgada em abril e, se confirmado, estabelecerá novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no País. Na comparação com o volume consolidado de 2025, de 58,698 milhões de toneladas, a previsão indica crescimento de 6,5% no processamento doméstico. A revisão também foi acompanhada de aumento nas estimativas para produção de soja e derivados. A Abiove elevou de 177,8 milhões para 180,1 milhões de toneladas a projeção da safra brasileira de soja em 2026, avanço de 1,3% em relação ao relatório anterior. Com maior disponibilidade de matéria-prima, a produção de farelo foi revisada de 47,9 milhões para 48,1 milhões de toneladas, alta de 0,4%, enquanto a produção de óleo de soja passou de 12,5 milhões para 12,55 milhões de toneladas, também avanço de 0,4%.

Nas exportações, a entidade aumentou de 113,6 milhões para 114,1 milhões de toneladas a estimativa de embarques de soja em grão em 2026, volume 0,4% superior ao projetado anteriormente e 5,5% acima das 108,181 milhões de toneladas exportadas em 2025. As exportações de farelo foram ajustadas de 24,6 milhões para 24,8 milhões de toneladas, alta de 0,8%, enquanto as vendas externas de óleo de soja avançaram de 1,55 milhão para 1,6 milhão de toneladas, aumento de 3,2%. Do lado da oferta, a Abiove manteve em 900 mil toneladas a projeção de importação de soja para 2026. As estimativas de importação de óleo e farelo também permaneceram estáveis, em 125 mil toneladas e 1 mil toneladas, respectivamente. No mercado doméstico, o consumo de farelo foi revisado de 20,6 milhões para 20,7 milhões de toneladas, crescimento de 0,5%, enquanto o consumo interno de óleo de soja permaneceu estimado em 10,9 milhões de toneladas. Em relação aos estoques, a entidade manteve em 6,815 milhões de toneladas a previsão de estoque inicial de soja, mas elevou de 6,762 milhões para 8,245 milhões de toneladas a estimativa de estoque final do grão, avanço de 21,9%.

No farelo de soja, o estoque inicial permaneceu em 2,095 milhões de toneladas, enquanto o estoque final foi reduzido de 4,796 milhões para 4,696 milhões de toneladas, retração de 2,1%. No óleo de soja, os estoques inicial e final foram mantidos em 661 mil toneladas e 836 mil toneladas, respectivamente. O cenário reflete a robustez da safra brasileira e o avanço da demanda por derivados, favorecendo maior agregação de valor por meio do processamento interno. Os dados mensais da indústria também indicaram aceleração do esmagamento. Em março, o processamento de soja atingiu 4,995 milhões de toneladas, alta de 25,8% em relação a fevereiro e avanço de 5,9% frente a março de 2025, considerando ajuste amostral. No acumulado do primeiro trimestre, o esmagamento somou 12,8 milhões de toneladas, crescimento de 9,8% na comparação com igual período do ano anterior. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.