20/May/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta terça-feira (19/05) em leve baixa, após o mercado adotar postura mais cautelosa em relação aos anúncios envolvendo possíveis compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos. O contrato julho recuou 3,50 cents, ou 0,29%, e fechou a US$ 12,09 por bushel. Na sessão anterior, as cotações haviam avançado cerca de 3% impulsionadas pelas expectativas de ampliação das compras chinesas de produtos agropecuários norte-americanos. A China teria se comprometido a adquirir pelo menos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos Estados Unidos até 2028.
O volume anunciado não inclui o compromisso firmado em outubro de 2025 envolvendo compras anuais de 25 milhões de toneladas de soja norte-americana até 2028. Apesar disso, o mercado passou a demonstrar maior cautela diante da ausência de confirmação oficial por parte do governo chinês sobre os termos do acordo. Analistas avaliam que a falta de detalhamento pela China limita a sustentação do movimento altista registrado anteriormente, mantendo traders e fundos mais conservadores no curto prazo. O avanço acelerado do plantio nos Estados Unidos também pressionou as cotações.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a semeadura da soja alcançava 67% da área projetada até o dia 17 de maio, acima dos 63% registrados no mesmo período do ano passado e dos 53% observados na média dos últimos cinco anos. O fortalecimento do dólar frente ao Real também contribuiu para o viés baixista, ao ampliar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. No Brasil, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a projeção de embarques de soja em maio para 16,13 milhões de toneladas, alta de 0,9% em relação às 15,99 milhões de toneladas estimadas anteriormente. Caso confirmada, a exportação representará crescimento de 13,7% frente às 14,18 milhões de toneladas embarcadas em maio de 2025.