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20/May/2026

Biocombustíveis: Riograndense avalia SAF e HVO

A Refinaria Riograndense deve submeter em junho ao conselho de administração a decisão final sobre projeto de conversão de sua unidade no Rio Grande do Sul em uma biorrefinaria voltada à produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO). O investimento estimado é de US$ 1 bilhão, com início das operações previsto para 2029 e foco prioritário no mercado internacional. A planta terá capacidade para processar 800 mil toneladas anuais de óleos vegetais, resíduos e gorduras animais. Conforme o perfil de demanda e dos contratos firmados, a unidade poderá produzir até 620 mil toneladas anuais de SAF ou 680 mil toneladas anuais de HVO. Controlada por Braskem, Petrobras e Ultrapar, a Refinaria Riograndense opera atualmente uma refinaria de petróleo e avalia desde 2022 a conversão da unidade para combustíveis renováveis.

O projeto prevê flexibilidade operacional para atender diferentes exigências regulatórias e comerciais entre mercados internacionais. A companhia negocia contratos de longo prazo com compradores dos Estados Unidos e da Europa, com entregas previstas entre 2035 e 2039. O mercado europeu exige maior diversificação de matérias-primas e sistemas robustos de rastreabilidade. Por isso, a planta foi desenhada para operar com diferentes insumos, incluindo óleo de soja, canola, carinata e gorduras animais. A demanda brasileira por SAF deve começar em cerca de 150 milhões de litros em 2027 e alcançar aproximadamente 700 milhões de litros em 2031. A expansão ocorre em meio à implementação da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas de redução de emissões para o setor de aviação.

Apesar do avanço esperado no mercado doméstico, a avaliação do setor é de que o volume interno ainda não sustenta sozinho investimentos dessa magnitude, reforçando a dependência do mercado externo para viabilização econômica dos projetos. As estimativas indicam que o mercado global de SAF, atualmente entre 6 bilhões e 7 bilhões de litros, pode atingir entre 20 bilhões e 25 bilhões de litros em 2031 e cerca de 50 bilhões de litros em 2035. A expectativa é de maior participação da Ásia nos próximos anos, impulsionada por mandatos de mistura e metas de descarbonização em países como Japão, Índia, Singapura, Indonésia e Austrália. O avanço do SAF deve ampliar a demanda global por matérias-primas renováveis e reforçar a necessidade de diversificação de insumos para atender exigências de rastreabilidade e sustentabilidade nos mercados mais exigentes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.