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19/May/2026

EUA: mercado cobrando compras rápidas da China

Segundo a AgResource, a China deverá iniciar compras de soja e outros produtos agrícolas dos Estados Unidos nas próximas três a quatro semanas para sustentar os compromissos anunciados após a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. A análise considera que o cronograma disponível até o fim de 2026 exigirá aceleração das aquisições chinesas para cumprir o compromisso envolvendo 25 milhões de toneladas de soja norte-americana, além de aproximadamente US$ 9 bilhões adicionais em outros produtos agropecuários. O mercado reagiu com forte alta dos grãos após o governo norte-americano detalhar os resultados do encontro entre os dois países. As 25 milhões de toneladas de soja equivalem a aproximadamente US$ 12 bilhões. Somados aos demais produtos agrícolas, o pacote anual pode atingir entre US$ 28 bilhões e US$ 30 bilhões.

O volume se aproxima dos níveis registrados durante o acordo comercial Fase 1, entre 2020 e 2022, período em que a China chegou a adquirir cerca de US$ 38 bilhões anuais em produtos agrícolas dos Estados Unidos. No ano passado, as compras somaram aproximadamente US$ 8 bilhões. Apesar disso, o Ministério do Comércio da China informou que os entendimentos ainda possuem caráter preliminar e seguem em negociação técnica. A avaliação predominante é de que o entendimento possui forte componente geopolítico. Em troca da ampliação das compras agrícolas, os Estados Unidos discutem flexibilização tarifária envolvendo diferentes setores, incluindo tarifas relacionadas ao combate ao fentanil. No mercado de soja, eventual ampliação das compras chinesas nos Estados Unidos tende a reduzir parcialmente o espaço do produto brasileiro nas exportações para o país asiático. Desde maio do ano passado, a China vinha priorizando aquisições de soja da América do Sul, com retomada apenas parcial das compras norte-americanas a partir de outubro.

Nos Estados Unidos, o esmagamento de soja segue em ritmo elevado. A Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa) informou processamento recorde de 5,77 milhões de toneladas em abril. Na América do Sul, a oferta permanece robusta. A colheita de soja do Brasil atingiu 98,3% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), enquanto a Bolsa de Comércio de Rosário projeta safra recorde de 68 milhões de toneladas na Argentina. No milho, a hipótese considerada pelo mercado envolve possíveis compras chinesas de até 20 milhões de toneladas do cereal norte-americano, volume próximo de 20,3 milhões de toneladas. A avaliação é de que embarques desse porte poderiam ampliar dúvidas sobre a capacidade logística dos Estados Unidos para atender simultaneamente a China e outros mercados importadores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.