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18/May/2026

Futuros de soja recuam após cúpula China-EUA

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na sexta-feira (15/05) na Bolsa de Chicago, pressionados pela frustração do mercado após a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, terminar sem anúncios de novas compras relevantes de produtos agrícolas norte-americanos pela China. O contrato julho da oleaginosa recuou 15,50 cents, ou 1,30%, e fechou a US$ 11,77 por bushel. Na semana passada, a desvalorização acumulada foi de 2,57%. Fundos haviam ampliado posições compradas antes do encontro entre os líderes dos dois países, apostando em possíveis anúncios de demanda adicional chinesa para soja dos Estados Unidos.

A ausência de acordos específicos relacionados ao setor agrícola levou à realização de lucros e à pressão sobre as cotações. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que as compras chinesas de soja norte-americana já estariam contempladas no acordo firmado em outubro do ano passado, que prevê aquisições anuais de 25 milhões de toneladas durante três anos. O mercado, entretanto, esperava volumes adicionais de demanda. Além do fator geopolítico, o avanço do plantio norte-americano também contribuiu para o movimento de baixa.

Historicamente, os preços tendem a perder força nesta fase da temporada, quando a semeadura já supera metade da área prevista. O fortalecimento do dólar frente ao Real também pressionou o mercado, ao favorecer a competitividade das exportações brasileiras. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta embarques brasileiros de 15,99 milhões de toneladas de soja em maio. Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário elevou sua estimativa para a safra de soja 2025/26, de 48 milhões para 50 milhões de toneladas, reforçando a perspectiva de maior oferta global da commodity.