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14/May/2026

Soja: China não precisa fazer concessão aos EUA

A cotação da soja subiu nesta semana na Bolsa de Chicago, puxada pela alta do petróleo e pela expectativa em torno da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, que começou nesta quarta-feira (13/05) em Pequim. Para StoneX, qualquer compromisso de compra de soja norte-americana que sair do encontro terá peso mais político do que econômico. As importações chinesas de soja somaram 25,2 milhões de toneladas no acumulado de 2026, acima das 23,2 milhões de toneladas de igual período do ano passado. Ao mesmo tempo, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas em abril e deve embarcar entre 14 milhões e 16 milhões de toneladas em maio, com a colheita praticamente encerrada. Na prática, a China tem oferta disponível no Brasil e nos Estados Unidos e pode escolher a origem que considerar mais conveniente.

A alta da soja não depende só da China. O petróleo firme também sustenta o complexo porque o óleo de soja é a principal matéria-prima do biodiesel nos Estados Unidos, e quando a energia sobe, a demanda pelo derivado aumenta e puxa o grão junto. O relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou essa leitura ao projetar uso de soja para biocombustíveis em 3,27 milhões de toneladas acima do ano passado. O plantio norte-americano atingiu 49% da área, bem acima da média histórica de 36%, e a safra foi estimada em 120,7 milhões de toneladas, 4,7 milhões a mais que no ciclo anterior. Mesmo com produção maior, o mercado leu o relatório como altista, sustentado pela demanda doméstica forte. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.