13/May/2026
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a projeção de exportação de soja do Brasil em maio para 15,99 milhões de toneladas, alta de 10% em relação à estimativa da semana anterior, de 14,53 milhões de toneladas. Caso confirmado, o volume representará crescimento de 12,7% frente às 14,18 milhões de toneladas embarcadas em maio de 2025. A estimativa para os embarques do mês pode variar entre 15 milhões e 16,98 milhões de toneladas, conforme ajustes realizados ao longo de maio em função de fatores operacionais, climáticos e logísticos. No farelo de soja, a estimativa de embarques subiu para 2,88 milhões de toneladas, ante 2,56 milhões de toneladas na semana anterior, alta de 12,3%.
O volume projetado representa crescimento de 35,6% na comparação anual com as 2,12 milhões de toneladas embarcadas em maio de 2025. O line-up entre 10 e 16 de maio prevê embarques de 4,76 milhões de toneladas de soja. Para o farelo de soja, a programação semanal soma 479,5 mil toneladas. Na semana anterior, entre 3 e 9 de maio, os embarques efetivos totalizaram 3,75 milhões de toneladas de soja e 604,5 mil toneladas de farelo de soja. Os dados consolidados de abril mostram continuidade do forte ritmo das exportações brasileiras. O Brasil embarcou 16,25 milhões de toneladas de soja no mês, alta de 20,4% frente às 13,50 milhões de toneladas exportadas em abril de 2025. No acumulado de janeiro a abril, as exportações brasileiras de soja atingiram 43,10 milhões de toneladas, acima das 40,08 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. O farelo de soja somou 7,79 milhões de toneladas.
A China permaneceu como principal destino da soja brasileira no acumulado do ano, absorvendo 70% dos embarques. Espanha e Turquia responderam por 4% cada, enquanto a Tailândia ficou com 3%. Para o farelo de soja, os principais destinos foram Indonésia, Tailândia e Irã. O cenário reforça a forte competitividade do Brasil no mercado global de grãos e derivados, sustentada pela elevada oferta doméstica, pela demanda internacional aquecida e pela intensificação do fluxo logístico nos principais corredores de exportação do País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.