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12/May/2026

Preços da soja praticamente estáveis no Brasil

No mercado interno de soja, os preços se mantiveram praticamente estáveis nesta segunda-feira (11/05). O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (11/05) cotado a R$ 4,89, com variação negativa de 0,05%, em um dia marcado por cautela nos mercados internacionais diante da escalada de incertezas geopolíticas envolvendo o Oriente Médio, especialmente no impasse entre Estados Unidos e Irã. O ambiente externo de aversão ao risco reduziu o apetite por ativos de países emergentes, embora o Real tenha apresentado relativa resiliência, sustentado pelo avanço dos preços do petróleo e pela manutenção de taxas de juros domésticas em patamar elevado.

A liquidez reduzida ao longo do pregão também contribuiu para a limitação de movimentos mais expressivos no câmbio. O petróleo voltou a avançar, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio. O cenário geopolítico segue no centro das atenções, com ausência de avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e manutenção de discursos divergentes entre as partes, o que sustenta percepção de risco no mercado global de energia. Esse contexto reforça a volatilidade do petróleo e influencia diretamente o comportamento de moedas ligadas a commodities. Investidores aguardam a divulgação da inflação ao consumidor nos Estados Unidos referente a abril.

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta segunda-feira (11/05) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados principalmente pela valorização do farelo e pela expectativa do mercado em torno da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, prevista para esta semana em Pequim. O contrato julho da oleaginosa avançou 5,00 cents, ou 0,41%, e fechou a US$ 12,13 por bushel. O farelo de soja registrou valorização superior a 1,5% na sessão, contribuindo para o movimento positivo do complexo soja.

A reunião EUA-China pode abrir espaço para melhora nas relações comerciais e eventual retomada mais consistente das compras chinesas de soja norte-americana. Mas, parcela do mercado mantém postura mais cautelosa quanto à possibilidade de anúncios concretos envolvendo o grão. O mercado também recebeu suporte dos dados semanais de inspeção de embarques dos Estados Unidos. Os investidores ajustaram posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, previsto para esta terça-feira (12/05). O documento trará as primeiras projeções para a safra 2026/27 de soja e milho dos Estados Unidos.

Em São Paulo, na região de Campinas, tradings indicam entre R$ 126,50 e R$ 128,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos, para entrega em maio. Para safra 2026/2027, as indicações para fevereiro de 2027 são de R$ 130,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos. Em Mato Grosso, na região de Sinop, tradings tentam alongar os embarques para junho e julho, indicando R$ 105,00 por saca de 60 Kg FOB. Para a safra 2026/27, as indicações das tradings giram em torno de R$ 107,00 por saca de 60 Kg FOB, patamar que, segundo agentes do mercado, não cobre os custos de produção, sobretudo diante da alta dos fertilizantes. Com isso, cresce a apreensão no campo e os negócios futuros seguem praticamente parados.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.