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12/May/2026

China não realizará compras expressivas dos EUA

A soja iniciou a semana sustentada pelas expectativas em torno da reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, mas a AgResource avalia que o encontro dificilmente resultará em compras expressivas de soja americana por parte dos chineses no curto prazo. A China pode adquirir entre 12 milhões e 13 milhões de toneladas adicionais de soja dos Estados Unidos até o fim de 2026, mas não há sinais de um compromisso amplo capaz de alterar de forma relevante o balanço global de oferta e demanda. A cúpula em Pequim pode ampliar a volatilidade na Bolsa de Chicago, embora o cenário estrutural continue marcado pela ampla oferta sul-americana e por um mercado inclinado a aproveitar movimentos de alta para realização de vendas.

O conflito entre Estados Unidos e Irã, combinado à aproximação entre Estados Unidos e China, voltou a adicionar prêmio de risco às cotações da soja. Ainda assim, há ceticismo em relação à possibilidade de um acordo semelhante ao firmado na chamada Fase 1, quando a China assumiu metas robustas de compras agrícolas norte-americanas. A expectativa da AgResource é de um entendimento mais limitado, com potencial inclusão de energia e algumas commodities agrícolas, mas sem força suficiente para alterar de maneira prolongada a direção do mercado da soja. No milho, também há espaço para elevada volatilidade no curto prazo, diante da combinação entre o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o conflito no Oriente Médio e a reunião entre Trump e Xi.

Apesar disso, a leitura para os próximos três a quatro meses permanece defensiva. O mercado segue sem problemas climáticos amplos nas lavouras americanas e com elevada posição comprada dos fundos, cenário que favorece realização de lucros em momentos de alta. No trigo, a atenção está voltada para o tamanho da safra dos Estados Unidos e para a redução gradual das incertezas em relação à produção. Ao mesmo tempo, as boas condições climáticas na Europa e na região do Mar Negro seguem limitando movimentos mais intensos de valorização no mercado internacional. O conflito envolvendo o Irã permanece como principal fator de risco para o mercado global de commodities.

As dificuldades para um acordo rápido continuam sustentando os preços de energia e fertilizantes, especialmente para o milho, ao elevar os custos projetados de produção para 2027. O relatório do USDA desta terça-feira (12/05) deve servir como referência para o mercado calibrar os riscos climáticos e comerciais para o restante do verão no Hemisfério Norte. Contudo, o USDA dificilmente fará cortes relevantes de produtividade global com base nos custos de fertilizantes neste momento. Após a divulgação do relatório e a realização da cúpula entre Estados Unidos e China, a expectativa é de que os mercados voltem a ser guiados principalmente pelos fundamentos tradicionais, como clima, tamanho das safras e competitividade global. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.