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12/May/2026

Possível acordo EUA-China terá impacto limitado

A StoneX avaliou que a soja dos Estados Unidos deve ter participação limitada em um eventual acordo comercial entre Estados Unidos e China durante o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, marcado para esta quinta-feira (14/05) em Pequim. O mercado da Bolsa de Chicago permanece sensível tanto à reunião bilateral quanto à divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta terça-feira (12/05). Um eventual entendimento comercial entre os dois países deve envolver produtos como aeronaves, baterias para veículos elétricos, minerais de terras raras, chips, energia e algumas commodities agrícolas, mas sem grandes volumes de soja da safra atual. Apesar disso, o movimento recente de valorização das opções de compra da oleaginosa na Bolsa de Chicago, indicando aumento das apostas em eventual surpresa positiva para os preços.

Para o relatório USDA, a StoneX projeta estoques finais da nova safra norte-americana de soja em 8,38 milhões de toneladas. A estimativa fica abaixo da média das projeções do mercado, de 9,83 milhões de toneladas. Caso o USDA confirme um balanço mais apertado para a soja norte-americana, o mercado poderá reagir com maior intensidade a eventuais sinais positivos vindos das negociações na China. Por outro lado, estoques mais elevados tenderiam a reduzir a sustentação das cotações. Para o milho, a StoneX projeta estoques finais de 46,56 milhões de toneladas. No trigo, a projeção é de 20,98 milhões de toneladas. O conflito envolvendo o Irã não comprometeu de forma significativa a relação entre Trump e Xi.

O fechamento do Estreito de Ormuz aumentou os custos energéticos para a China, reforçando o interesse mútuo na manutenção do diálogo entre as duas potências. Persistem divergências relevantes entre Estados Unidos e China em relação ao programa nuclear iraniano, mantendo pressão sobre os mercados de energia e fertilizantes. A restrição energética deve pressionar a economia asiática a partir de junho, com potencial de desacelerar o crescimento regional, enquanto a economia norte-americana mantém trajetória mais firme, cenário que pode influenciar os fluxos globais de commodities. A avaliação é de que os impactos mais severos da escassez global de fertilizantes sobre a produção agrícola tendem a aparecer em 2027. Após a divulgação do USDA e a reunião em Pequim, o mercado deve voltar a concentrar atenção nas condições climáticas, no tamanho das safras e no ritmo de comercialização pelos produtores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.