06/May/2026
No mercado interno de soja, os preços registraram queda entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca de 60 Kg nesta terça-feira (05/05). O dólar apresentou queda firme frente ao Real na sessão desta terça-feira (05/05), acompanhando o enfraquecimento global da moeda norte-americana diante de divisas emergentes. O movimento ocorreu em meio ao alívio das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A moeda norte-americana recuou 1,12%, e fechou a R$ 4,91, o menor nível desde 26 de janeiro de 2024. Nos primeiros pregões de maio, a divisa acumula queda de 0,82%, após recuo de 4,36% em abril, levando a desvalorização no ano a 10,51%. O desempenho do Real foi favorecido pela combinação de melhora nos termos de troca e manutenção de diferencial de juros atrativo.
A entrada de recursos estrangeiros na bolsa doméstica e a internalização de receitas por exportadores também contribuíram para a valorização da moeda brasileira. A queda nas cotações do petróleo ao longo do dia também contribuiu para esse movimento, embora o barril ainda permaneça em patamar elevado, acima de US$ 110,00. A posição do Brasil como exportador líquido de petróleo e a relevância de empresas de commodities no mercado acionário reforçam a atratividade do País em um ambiente de preços elevados da energia, sustentando fluxos externos para ativos domésticos. No âmbito doméstico, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou postura cautelosa na condução da política de juros, reforçando a expectativa de manutenção de taxas em níveis elevados por mais tempo. Esse cenário sustenta operações de carry trade e contribui para o fortalecimento do Real.
Os contratos futuros de soja encerraram em queda nesta terça-feira (05/05) na Bolsa de Chicago, pressionados por movimento de realização de lucros. O vencimento julho recuou 11,25 cents, ou 0,92%, e fechou a US$ 12,11 por bushel. O avanço do plantio nos Estados Unidos foi um dos principais fatores de pressão. A oferta elevada do Brasil no mercado internacional também contribuiu para o movimento de baixa. A pressão baixista foi parcialmente limitada pela desvalorização do dólar frente ao Real, fator que tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras e, consequentemente, oferecer suporte relativo às cotações internacionais. O mercado segue condicionado pela combinação de avanço da safra nos Estados Unidos, ampla disponibilidade brasileira e ajustes técnicos após recentes valorizações, em um ambiente de elevada oferta global.
Em São Paulo, na região de Campinas, as indicações de compra estão entre R$ 130,00 e R$ 130,50 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos, para entrega e pagamento em maio. Para a safra 2025/26, as indicações de tradings são de R$ 134,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos, para entrega em fevereiro e pagamento em março. Em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, tradings indicam entre R$ 112,00 e R$ 113,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque imediato. Nas regiões de Tiquira e Petrovina, as indicações estão entre R$ 110,00 e R$ 111,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada e pagamento no final de maio. Para safra 2026/27, há registro de negócios pontuais a US$ 21,50 por saca de 60 Kg FOB, aproximadamente R$ 115,00 por saca de 60 Kg, para embarque em fevereiro e pagamento em março de 2027.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.