06/May/2026
Os contratos futuros de soja encerraram em queda nesta terça-feira (05/05) na Bolsa de Chicago, pressionados por movimento de realização de lucros após a valorização de 1,62% na sessão anterior. O vencimento julho recuou 11,25 cents, ou 0,92%, e fechou a US$ 12,11 por bushel. O avanço do plantio nos Estados Unidos foi um dos principais fatores de pressão. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que a semeadura atingiu 33% da área prevista até o dia 3 de maio, acima dos 28% registrados no mesmo período do ano anterior e dos 23% da média dos últimos cinco anos, sinalizando ritmo acelerado de implantação da safra.
A oferta elevada do Brasil no mercado internacional também contribuiu para o movimento de baixa. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita alcançou 94,7% da área até o dia 1º de maio, avanço de 2,6% na semana, embora ainda apresente atraso de 3% frente ao mesmo período da safra 2024/25 e de 0,4% em relação à média de cinco anos. A StoneX elevou em 1,1% a estimativa da safra brasileira 2025/26, para 181,6 milhões de toneladas, ante 179,7 milhões de toneladas projetadas anteriormente.
O ajuste adiciona quase 2 milhões de toneladas à oferta e reforça a perspectiva de produção recorde, com crescimento de 7,6% frente às 168,8 milhões de toneladas da safra 2024/25. A pressão baixista foi parcialmente limitada pela desvalorização do dólar frente ao Real, fator que tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras e, consequentemente, oferecer suporte relativo às cotações internacionais. O mercado segue condicionado pela combinação de avanço da safra nos Estados Unidos, ampla disponibilidade brasileira e ajustes técnicos após recentes valorizações, em um ambiente de elevada oferta global.