06/May/2026
Mesmo com a relativa demora na agenda que trata da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, a Basf mantém o otimismo em relação à demanda crescente por metilato de sódio. A empresa, principal fornecedora do catalisador usado na produção do biocombustível, já tem estudos para potenciais investimentos a partir de 2030 para garantir capacidade produtiva. O Ministério de Minas e Energia (MME) quer iniciar em maio os testes de viabilidade técnica para mistura de biodiesel acima dos atuais 15% no diesel. O calendário da Lei do Combustível do Futuro prevê B16 a partir de 2026, mas, para isso, são necessários testes de viabilidade técnica. Se antecipando a demanda da mistura obrigatória, a companhia ampliou, em 2024, a capacidade nominal de produção do catalisador, que é usado por usinas de biodiesel. Com isso, a unidade no Complexo Químico de Guaratinguetá (SP) pode produzir até 90 mil toneladas de metilato de sódio por ano.
A abordagem tem sido tratar como especialidade o que é uma commodity para o mercado. Existem as condições do Brasil para ir acima do B20 em 2030. A planta opera hoje a 65% da capacidade e foi preparada para atender a previsão de avanço gradual da mistura de 1% por ano até B20. Se o Brasil chegar ao B25, a Basf já avaliou tecnicamente como aumentar a capacidade da planta ou eventualmente fazer um novo investimento. A planta está localizada a cerca de mil quilômetros dos principais compradores do metilato de sódio, como Be8, Bunge, Caramuru e o Grupo Maggi. Outro ponto que traz segurança ao fornecimento é o fluxo de matérias-primas usados na produção do metilato de sódio oriundo das Américas. A Basf atua para ser a empresa química parceira para a transformação verde. Uma vez que se tem um relacionamento de longo prazo com grandes produtores de biocombustíveis, tem-se um ambiente propício para inovação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.