05/May/2026
Segundo a Standard Grain, a soja na Bolsa de Chicago abriu esta semana em alta, em um mercado que olha menos para o tamanho da safra sul-americana e mais para a combinação entre esmagamento forte nos Estados Unidos, suporte do óleo de soja e apetite dos fundos pelo complexo. Os grandes investidores estão focados na situação dos Estados Unidos, e não na situação global ou de exportação. Na abertura, o novembro subia 7,25 centavos, a US$ 11,90 por bushel, depois de registrar nova máxima no overnight. A posição comprada dos fundos no complexo soja, somando grão, farelo e óleo, está perto de um recorde de 462 mil contratos, segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) referentes à semana encerrada em 28 de abril. O mercado passou a negociar mais o que acontece dentro dos Estados Unidos do que a fotografia global da oferta. O país hoje esmaga mais soja do que exporta em grão, mudança que deslocou o centro da formação de preços para a demanda doméstica.
Esse quadro é reforçado pelas regras mais favoráveis para biocombustíveis e pelo esmagamento de 6,18 milhões de toneladas em março, quase 10% acima do mesmo mês de 2025, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O clima adiciona suporte de curto prazo. Uma onda de frio atingiu a região produtora de grãos dos Estados Unidos nesta semana, com temperaturas entre 5°C e 10ºC abaixo do normal e risco de geada em partes de Minnesota, Wisconsin e nas Dakotas. Algumas áreas que já estavam úmidas agora enfrentam frio, o que começa a atrasar o plantio. Há atrasos em algumas áreas do país, onde estava úmido e agora ficou frio. No cenário externo, o Estreito de Ormuz segue com trânsito restrito e o petróleo WTI operando acima de US$ 100,00 por barril no contrato de junho. O noticiário mais alarmista em torno dos fertilizantes ajuda a sustentar os preços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.