05/May/2026
A StoneX elevou em 1,1% a estimativa de produção de soja do Brasil na safra 2025/26, para 181,6 milhões de toneladas, ante 179,7 milhões de toneladas projetadas em abril. A revisão acrescenta quase 2 milhões de toneladas à oferta nacional e reforça a perspectiva de safra recorde, com avanço de 7,6% sobre as 168,8 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25. Com a colheita praticamente finalizada, houve revisões positivas em todas as grandes regiões produtoras do País. No total nacional, a área plantada foi elevada de 48,7 milhões para 49,1 milhões de hectares, enquanto a produtividade média passou de 3,69 para 3,70 toneladas por hectare. Os dois números configuram recordes. O principal ajuste veio do Rio Grande do Sul. A área plantada no Estado foi revisada de 6,93 milhões para 7,28 milhões de hectares, enquanto a produtividade recuou levemente, de 2,91 para 2,89 toneladas por hectare. A revisão de área compensou o pequeno ajuste negativo na produtividade e sustentou a alta da estimativa estadual: a produção do Rio Grande do Sul subiu de 20,2 milhões para 21,1 milhões de toneladas, alta mensal de 4,4%.
Em relação à safra passada, quando o Estado produziu 14,7 milhões de toneladas, o avanço é de 42,9%. No Norte e no Nordeste, também houve avanços relevantes. No Maranhão, a produção foi elevada de 5,6 milhões para 5,9 milhões de toneladas, alta mensal de 4,9%, com produtividade passando de 3,65 para 3,83 toneladas por hectare. No Piauí, a estimativa subiu de 4,4 milhões para 4,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3%, com produtividade elevada de 3,60 para 3,79 toneladas por hectare. No Pará, a produção passou de 5,05 milhões para 5,12 milhões de toneladas, aumento de 1,4%, com área revisada de 1,39 milhão para 1,41 milhão de hectares. Em Minas Gerais, houve alta de 1,0%, para 9,2 milhões de toneladas, com produtividade revisada de 4,08 para 4,12 toneladas por hectare. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a estimativa foi elevada de 49,7 milhões para 50,0 milhões de toneladas, alta mensal de 0,7%. A produtividade passou de 3,84 para 3,86 toneladas por hectare, enquanto a área foi mantida em 12,95 milhões de hectares.
Apesar da revisão positiva ante abril, a produção de Mato Grosso ainda fica 0,9% abaixo das 50,5 milhões de toneladas registradas em 2024/25. Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná ficaram estáveis em relação ao mês anterior. Em Goiás, a projeção foi mantida em 20,1 milhões de toneladas, a de Mato Grosso do Sul em 15,6 milhões de toneladas e a do Paraná em 23,1 milhões de toneladas. No balanço de oferta e demanda, a produção maior elevou os estoques finais projetados para a safra 2025/26 de 6,44 milhões de toneladas em abril para 8,41 milhões de toneladas em maio. A StoneX manteve as estimativas de demanda doméstica em 65 milhões de toneladas e de exportações em 112 milhões de toneladas. Porém, novos ajustes pelo lado do uso da oleaginosa ainda podem ocorrer. No mercado interno, o esmagamento segue aquecido e há expectativa de testes para misturas maiores de biodiesel. Nas exportações, os embarques também estão elevados e, a depender do ritmo nos próximos meses, podem resultar em um recorde anual acima das 112 milhões de toneladas estimadas atualmente. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.