28/Apr/2026
O governo federal intensifica o monitoramento da qualidade da mistura de biodiesel ao diesel diante de questionamentos sobre o padrão do produto nas refinarias. A medida ocorre em meio à discussão sobre a ampliação da participação de biocombustíveis na matriz energética e à necessidade de garantir eficiência e confiabilidade no abastecimento. Relatos de inconsistências na qualidade da mistura têm motivado o reforço das ações de fiscalização ao longo da cadeia, com foco nas etapas de refino e distribuição. O objetivo é assegurar que o teor de biodiesel adicionado ao diesel atenda aos parâmetros técnicos estabelecidos e não comprometa o desempenho operacional.
O tema ganha relevância em um momento de pressão para ampliação da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel no País. Entidades do setor produtivo defenderam recentemente a elevação do percentual dos atuais 15% para 17%, em meio ao cenário de instabilidade no mercado internacional de energia. O governo, por sua vez, sinaliza cautela e condiciona a decisão à realização de testes que comprovem a viabilidade técnica e a qualidade do produto. Paralelamente, foi anunciada a elevação da mistura de etanol na gasolina para 32%. A medida tem potencial de reduzir em aproximadamente 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina, contribuindo para diminuir a dependência externa de combustíveis.
Além do impacto na balança energética, a ampliação do uso de etanol pode gerar ganhos logísticos ao liberar infraestrutura atualmente destinada à importação de gasolina, permitindo maior eficiência no abastecimento de outros derivados, como o diesel. O conjunto de medidas reflete a busca por equilíbrio entre expansão do uso de biocombustíveis, segurança operacional e eficiência logística, em um contexto de transição energética e maior exigência por padrões de qualidade na oferta de combustíveis. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.