24/Apr/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram em baixa nesta quinta-feira (23/04), pressionados principalmente pelas chuvas no Meio Oeste dos Estados Unidos, que melhoram as condições de umidade do solo e favorecem o avanço do plantio da safra. As condições climáticas indicam redução das preocupações com estiagem no início da temporada. Segundo dados de monitoramento, cerca de 30% da área destinada ao plantio de soja nos Estados Unidos ainda apresentava algum nível de seca na última semana, ante 29% na semana anterior e 21% no mesmo período do ano passado.
O mercado interpreta a melhora da umidade como fator favorável à execução dos trabalhos de campo, diante da capacidade dos produtores de acelerar o plantio em janelas curtas. No vencimento julho, a soja recuou 4,75 cents, ou 0,40%, e fechou a US$ 11,74 por bushel. No lado da oferta global, o Brasil segue como fator de pressão adicional sobre os preços internacionais. As exportações brasileiras de soja foram estimadas em 16,39 milhões de toneladas em abril, alta de 21,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a disponibilidade do grão no mercado externo.
No comércio internacional dos Estados Unidos, os dados semanais de vendas externas vieram dentro das expectativas do mercado. Exportadores norte-americanos venderam 364,6 mil toneladas de soja da safra 2025/26 na semana encerrada em 16 de abril, alta de 47% frente à semana anterior, mas abaixo da média das últimas quatro semanas. Para o ciclo 2026/27, foram registradas vendas adicionais de 5 mil toneladas. No acumulado do ano comercial, os Estados Unidos somam 38,5 milhões de toneladas vendidas, queda de 17,8% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, indicando perda de competitividade relativa no mercado global.