24/Apr/2026
O Ministério de Minas e Energia (MME) trabalha para iniciar, em maio, os testes de viabilidade técnica para elevação da mistura de biodiesel no diesel acima dos atuais 15%. A iniciativa integra o cronograma previsto na Lei do Combustível do Futuro e visa comprovar as condições operacionais necessárias para avançar nos teores de mistura no País. Atualmente, o Brasil opera com B15 desde 1º de agosto de 2025. Pela legislação, qualquer aumento acima desse nível depende da validação técnica por meio de ensaios que avaliem o desempenho do combustível, dos motores e da logística associada. A expectativa é que os testes possam ser iniciados ainda no primeiro semestre de 2026, condicionados à superação de etapas como liberação de recursos, disponibilidade de infraestrutura de testes e formalização de parcerias.
O calendário legal estabelece a adoção de B16 a partir de 2026, com progressão gradual até B20 em 2030. No entanto, a implementação desses avanços está condicionada à comprovação prévia da viabilidade técnica, o que torna os testes etapa determinante para o cumprimento do cronograma. O setor produtivo defende o aumento da mistura como forma de reduzir a dependência de diesel fóssil importado e ampliar o uso de matérias-primas produzidas no Brasil. Por outro lado, o governo mantém a necessidade de validação técnica antes de qualquer elevação, com foco na segurança operacional e na confiabilidade do sistema.
O plano em elaboração contempla uma abordagem abrangente, incluindo avaliação de parâmetros físico-químicos, desempenho de motores e impactos logísticos em cenários de mistura mais elevada. A iniciativa é considerada de alta complexidade e pode gerar referência técnica para outros mercados, especialmente na América do Sul e América Latina. Além dos testes, o MME também reforça a necessidade de aprimorar o combate a fraudes na qualidade dos combustíveis. Há perspectiva de ampliação da atuação conjunta entre setor privado e poder público, complementando as ações já conduzidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com o objetivo de mitigar práticas que afetam consumidores, concorrência e a credibilidade do setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.