23/Apr/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram em baixa nesta quarta-feira (22/04), acompanhando o desempenho negativo dos derivados. O vencimento julho recuou 10,75 cents (0,90%), e fechou a US$ 11,79 por bushel. A pressão veio do movimento mais acentuado de queda no farelo e no óleo de soja, em meio à possibilidade de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu o suporte vindo do complexo energético e impactou as cotações da oleaginosa. No campo geopolítico, há expectativa de avanço nas tratativas diplomáticas, com indicativos de nova rodada de negociações nos próximos dias, fator que contribuiu para a redução do prêmio de risco nos mercados. O avanço do plantio nos Estados Unidos também pesou sobre os preços.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 12% da área prevista para o país estava semeada até o dia 19 de abril, acima dos 7% registrados no mesmo período do ano anterior e da média de cinco anos, de 5%. Apesar da previsão de chuvas no Meio Oeste, não há expectativa de impacto relevante sobre a produtividade neste estágio inicial. Adicionalmente, a ampla oferta brasileira no mercado internacional segue como fator de pressão. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta embarques de 16,39 milhões de toneladas em abril, volume 21,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A combinação entre pressão dos derivados, avanço do plantio nos Estados Unidos e elevada disponibilidade brasileira mantém o viés negativo no curto prazo para as cotações da soja.