23/Apr/2026
Os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago estão sustentados pela incorporação de prêmio de risco climático nos Estados Unidos, pela proximidade do contrato novembro das máximas do ano e por fatores externos, incluindo tensões no Oriente Médio e recuperação dos mercados financeiros. O fator climático nos Estados Unidos é o principal vetor de curto prazo, com previsão de chuvas intensas nos próximos sete dias em áreas relevantes do cinturão agrícola, como Iowa, Missouri e Minnesota, o que pode interromper o avanço do plantio de milho e soja.
Em contraste, regiões como oeste do Kansas, leste do Colorado, norte do Texas e oeste de Oklahoma seguem com ausência de precipitações relevantes, condição que tende a deteriorar as lavouras de trigo de inverno. Nesse ambiente, o contrato novembro, referência para a safra nova norte-americana, se aproxima das máximas registradas no início de março, em torno de US$ 11,72 por bushel, refletindo a precificação crescente de riscos produtivos. Apesar da sustentação climática, a competitividade da soja dos Estados Unidos permanece limitada pela elevada oferta brasileira, que mantém preços mais atrativos no mercado internacional.
Indicações de possível demanda chinesa pela soja norte-americana não apresentam, até o momento, impacto relevante sobre o fluxo global. No cenário externo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio adicionam volatilidade, com o petróleo oscilando na faixa de US$ 80,00 a US$ 100,00 por barril. Ainda assim, o mercado demonstra menor sensibilidade às notícias relacionadas ao conflito, com reação mais moderada dos preços. A evolução das condições climáticas nos Estados Unidos será determinante para a formação de preços no curto prazo, enquanto a ampla oferta sul-americana segue limitando movimentos mais expressivos de alta no mercado global. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.